sexta-feira, março 16, 2007

Low Cost e Low Fare


A tradução seria Low Cost: Baixo Custo e Low Fare : Tarifas Baixas. Mas de onde vieram esses termos?

Na verdade o termo low cost carrier (LCC) deu origem ao termo low cost. Esses termos, inicialmente, eram usados para definir uma prática gerencial que se desenvolveu inicialmente em algumas cias aéreas nos EUA. Essa prática defendia que para aumentar os lucros, as cias aéreas deveriam reduzir ao máximo seus custos operacionais de forma a maximizar seus ganhos, oferecer menores tarifas e conquistar mercado.

Para tal era incentivado:

  • Padronização da frota, ou seja, uma frota composta de um único modelo de aeronave, de preferência com baixa idade. Isso geraria uma redução dos custos de manutenção, da compra de peças e gerenciamento do estoque das mesmas, além de padronização no treinamento dos pilotos e mecânicos.
  • Utilização das aeronaves o maior número de horas possíveis por dia. Aeronave parada não gera receita, só despesa.
  • Incentivo ao ticket eletrônico e vendas diretas ou pela Internet, reduzindo custo com papéis e pagamento de comissão a terceiros.
  • Descontos para passagens adquiridas antecipadamente e preços progressivamente mais altos de acordo com o aumento da ocupação da aeronave. Introdução de multas mais elevadas a serem pagas pelo passageiro em caso de mudança de datas e rotas, reembolso da tarifa ou no show (falta de comparecimento para embarcar).
  • Redução dos serviços de bordo. Com a redução ou eliminação do serviço de bordo, as cias podem reduzir as áreas destinadas à estocagem dos alimentos e bebidas abrindo mais espaço para assentos, além de reduzir mais um gasto operacional.
  • Configuração das aeronaves em uma única classe de serviço (só classe econômica).
  • Planejamento contínuo dos gastos de combustível, realizando compras antecipadas a fim de não sofrer com as flutuações do preço do querosene de aviação.
  • Preferência por vôos curtos, sem escalas e operação em aeroportos com menores tarifas ou menos congestionados. Escalas e congestionamento de aeroportos podem levar a atrasos, os quais têm impacto em todo o cronograma de viagem da aeronave durante aquele dia, além de aumentar custos.

Dificilmente vê-se todas essas diretrizes aplicadas em uma única cia aérea. Com o passar do tempo, de acordo com a concorrência e com os países em que atuam as cias, elas fizeram adaptações locais. Algumas permitem a venda de suas passagens através de intermediários e/ou possuem mais de uma classe de serviço e/ou possuem frotas mistas e/ou ainda possuem um serviço de bordo reduzido, mas gratuito.

Com o passar do tempo, a mídia importou esse termo e passou a chamar de Low Cost/Low Fare todas as cias que oferecem tarifas menores conjugadas com redução dos serviços oferecidos, principalmente serviços de bordo.

No Brasil, a Gol foi a precursora dessas práticas gerenciais, adaptadas ao nosso mercado, e tem conseguido ótimos resultados que são invejados por cias aéreas dentro e fora do país.

Com a concorrência, as cias tradicionais que ofereciam serviços de bordo completos, várias classes de serviço na mesma aeronave, passagens que permitem reservas por tempo prolongado, alterações e cancelamentos sem custos, boas franquias de bagagem entre outros serviços, passaram a sentir o peso da concorrência.

Várias cias passaram por processos de reavaliação interna com cortes nos custos operacionais, cortes esses que se intensificaram durante a crise que se seguiu aos atentados de 11 de setembro. As cias que ignoraram esse fato acabaram por encerrar seus serviços.

Nos últimos tempos, várias cias tradicionais têm optado por um modelo híbrido. Em rotas mais curtas ou regionais, elas têm intensificado o uso das aeronaves, tentado padronizar as frotas, reduzir ou eliminar o serviço de bordo e oferecer tarifas mais baixas com restrições aos seus passageiros. Nas rotas mais longas ou intercontinentais, elas mantêm um serviço completo. Muitas cias que optaram pelo modelo híbrido ainda não encontraram seu ponto de equilíbrio, já que seus passageiros freqüentes e funcionários ainda não se adaptaram as novas condições.

Por sua vez, as cias low cost acenam com a possibilidade de cobrar por bagagem despachada e por check in tradicional, quando houver a possibilidade de realizá-lo por via eletrônica.

O termo low fare é freqüentemente usado para se referir a cias que tem oferecido passagens mais baratas que a média do mercado.

O certo é que nem sempre cia de baixo custo ou low cost é low fare, ou melhor, oferece tarifas muito mais baixas que a concorrência. Mas freqüentemente a mídia usa os termos como sinônimos.

Saber mais? Visite esse artigo na Wikipedia.

4 comentários:

Jorge Bernardes disse...

Rodrigo, vou linkar seu blog, tudo bem? Pode ser?

Arnaldo - fatos & Fotos de Viagens disse...

Pronto! Tá tudo explicadíssimo neste post aquilo que eu perguntei no post anterior. Muito bom! perfeito...

Carla disse...

Rodrigo, você, como sempre, tirou até as dúvidas que eu não sabia que tinha...

Rodrigo Purisch disse...

Obrigado pelo elogios e pelas visitas!

JB, claro que pode!

Um abraço

sexta-feira, março 16, 2007

Low Cost e Low Fare


A tradução seria Low Cost: Baixo Custo e Low Fare : Tarifas Baixas. Mas de onde vieram esses termos?

Na verdade o termo low cost carrier (LCC) deu origem ao termo low cost. Esses termos, inicialmente, eram usados para definir uma prática gerencial que se desenvolveu inicialmente em algumas cias aéreas nos EUA. Essa prática defendia que para aumentar os lucros, as cias aéreas deveriam reduzir ao máximo seus custos operacionais de forma a maximizar seus ganhos, oferecer menores tarifas e conquistar mercado.

Para tal era incentivado:

  • Padronização da frota, ou seja, uma frota composta de um único modelo de aeronave, de preferência com baixa idade. Isso geraria uma redução dos custos de manutenção, da compra de peças e gerenciamento do estoque das mesmas, além de padronização no treinamento dos pilotos e mecânicos.
  • Utilização das aeronaves o maior número de horas possíveis por dia. Aeronave parada não gera receita, só despesa.
  • Incentivo ao ticket eletrônico e vendas diretas ou pela Internet, reduzindo custo com papéis e pagamento de comissão a terceiros.
  • Descontos para passagens adquiridas antecipadamente e preços progressivamente mais altos de acordo com o aumento da ocupação da aeronave. Introdução de multas mais elevadas a serem pagas pelo passageiro em caso de mudança de datas e rotas, reembolso da tarifa ou no show (falta de comparecimento para embarcar).
  • Redução dos serviços de bordo. Com a redução ou eliminação do serviço de bordo, as cias podem reduzir as áreas destinadas à estocagem dos alimentos e bebidas abrindo mais espaço para assentos, além de reduzir mais um gasto operacional.
  • Configuração das aeronaves em uma única classe de serviço (só classe econômica).
  • Planejamento contínuo dos gastos de combustível, realizando compras antecipadas a fim de não sofrer com as flutuações do preço do querosene de aviação.
  • Preferência por vôos curtos, sem escalas e operação em aeroportos com menores tarifas ou menos congestionados. Escalas e congestionamento de aeroportos podem levar a atrasos, os quais têm impacto em todo o cronograma de viagem da aeronave durante aquele dia, além de aumentar custos.

Dificilmente vê-se todas essas diretrizes aplicadas em uma única cia aérea. Com o passar do tempo, de acordo com a concorrência e com os países em que atuam as cias, elas fizeram adaptações locais. Algumas permitem a venda de suas passagens através de intermediários e/ou possuem mais de uma classe de serviço e/ou possuem frotas mistas e/ou ainda possuem um serviço de bordo reduzido, mas gratuito.

Com o passar do tempo, a mídia importou esse termo e passou a chamar de Low Cost/Low Fare todas as cias que oferecem tarifas menores conjugadas com redução dos serviços oferecidos, principalmente serviços de bordo.

No Brasil, a Gol foi a precursora dessas práticas gerenciais, adaptadas ao nosso mercado, e tem conseguido ótimos resultados que são invejados por cias aéreas dentro e fora do país.

Com a concorrência, as cias tradicionais que ofereciam serviços de bordo completos, várias classes de serviço na mesma aeronave, passagens que permitem reservas por tempo prolongado, alterações e cancelamentos sem custos, boas franquias de bagagem entre outros serviços, passaram a sentir o peso da concorrência.

Várias cias passaram por processos de reavaliação interna com cortes nos custos operacionais, cortes esses que se intensificaram durante a crise que se seguiu aos atentados de 11 de setembro. As cias que ignoraram esse fato acabaram por encerrar seus serviços.

Nos últimos tempos, várias cias tradicionais têm optado por um modelo híbrido. Em rotas mais curtas ou regionais, elas têm intensificado o uso das aeronaves, tentado padronizar as frotas, reduzir ou eliminar o serviço de bordo e oferecer tarifas mais baixas com restrições aos seus passageiros. Nas rotas mais longas ou intercontinentais, elas mantêm um serviço completo. Muitas cias que optaram pelo modelo híbrido ainda não encontraram seu ponto de equilíbrio, já que seus passageiros freqüentes e funcionários ainda não se adaptaram as novas condições.

Por sua vez, as cias low cost acenam com a possibilidade de cobrar por bagagem despachada e por check in tradicional, quando houver a possibilidade de realizá-lo por via eletrônica.

O termo low fare é freqüentemente usado para se referir a cias que tem oferecido passagens mais baratas que a média do mercado.

O certo é que nem sempre cia de baixo custo ou low cost é low fare, ou melhor, oferece tarifas muito mais baixas que a concorrência. Mas freqüentemente a mídia usa os termos como sinônimos.

Saber mais? Visite esse artigo na Wikipedia.

4 comentários:

Jorge Bernardes disse...

Rodrigo, vou linkar seu blog, tudo bem? Pode ser?

Arnaldo - fatos & Fotos de Viagens disse...

Pronto! Tá tudo explicadíssimo neste post aquilo que eu perguntei no post anterior. Muito bom! perfeito...

Carla disse...

Rodrigo, você, como sempre, tirou até as dúvidas que eu não sabia que tinha...

Rodrigo Purisch disse...

Obrigado pelo elogios e pelas visitas!

JB, claro que pode!

Um abraço

sexta-feira, março 16, 2007

Low Cost e Low Fare


A tradução seria Low Cost: Baixo Custo e Low Fare : Tarifas Baixas. Mas de onde vieram esses termos?

Na verdade o termo low cost carrier (LCC) deu origem ao termo low cost. Esses termos, inicialmente, eram usados para definir uma prática gerencial que se desenvolveu inicialmente em algumas cias aéreas nos EUA. Essa prática defendia que para aumentar os lucros, as cias aéreas deveriam reduzir ao máximo seus custos operacionais de forma a maximizar seus ganhos, oferecer menores tarifas e conquistar mercado.

Para tal era incentivado:

  • Padronização da frota, ou seja, uma frota composta de um único modelo de aeronave, de preferência com baixa idade. Isso geraria uma redução dos custos de manutenção, da compra de peças e gerenciamento do estoque das mesmas, além de padronização no treinamento dos pilotos e mecânicos.
  • Utilização das aeronaves o maior número de horas possíveis por dia. Aeronave parada não gera receita, só despesa.
  • Incentivo ao ticket eletrônico e vendas diretas ou pela Internet, reduzindo custo com papéis e pagamento de comissão a terceiros.
  • Descontos para passagens adquiridas antecipadamente e preços progressivamente mais altos de acordo com o aumento da ocupação da aeronave. Introdução de multas mais elevadas a serem pagas pelo passageiro em caso de mudança de datas e rotas, reembolso da tarifa ou no show (falta de comparecimento para embarcar).
  • Redução dos serviços de bordo. Com a redução ou eliminação do serviço de bordo, as cias podem reduzir as áreas destinadas à estocagem dos alimentos e bebidas abrindo mais espaço para assentos, além de reduzir mais um gasto operacional.
  • Configuração das aeronaves em uma única classe de serviço (só classe econômica).
  • Planejamento contínuo dos gastos de combustível, realizando compras antecipadas a fim de não sofrer com as flutuações do preço do querosene de aviação.
  • Preferência por vôos curtos, sem escalas e operação em aeroportos com menores tarifas ou menos congestionados. Escalas e congestionamento de aeroportos podem levar a atrasos, os quais têm impacto em todo o cronograma de viagem da aeronave durante aquele dia, além de aumentar custos.

Dificilmente vê-se todas essas diretrizes aplicadas em uma única cia aérea. Com o passar do tempo, de acordo com a concorrência e com os países em que atuam as cias, elas fizeram adaptações locais. Algumas permitem a venda de suas passagens através de intermediários e/ou possuem mais de uma classe de serviço e/ou possuem frotas mistas e/ou ainda possuem um serviço de bordo reduzido, mas gratuito.

Com o passar do tempo, a mídia importou esse termo e passou a chamar de Low Cost/Low Fare todas as cias que oferecem tarifas menores conjugadas com redução dos serviços oferecidos, principalmente serviços de bordo.

No Brasil, a Gol foi a precursora dessas práticas gerenciais, adaptadas ao nosso mercado, e tem conseguido ótimos resultados que são invejados por cias aéreas dentro e fora do país.

Com a concorrência, as cias tradicionais que ofereciam serviços de bordo completos, várias classes de serviço na mesma aeronave, passagens que permitem reservas por tempo prolongado, alterações e cancelamentos sem custos, boas franquias de bagagem entre outros serviços, passaram a sentir o peso da concorrência.

Várias cias passaram por processos de reavaliação interna com cortes nos custos operacionais, cortes esses que se intensificaram durante a crise que se seguiu aos atentados de 11 de setembro. As cias que ignoraram esse fato acabaram por encerrar seus serviços.

Nos últimos tempos, várias cias tradicionais têm optado por um modelo híbrido. Em rotas mais curtas ou regionais, elas têm intensificado o uso das aeronaves, tentado padronizar as frotas, reduzir ou eliminar o serviço de bordo e oferecer tarifas mais baixas com restrições aos seus passageiros. Nas rotas mais longas ou intercontinentais, elas mantêm um serviço completo. Muitas cias que optaram pelo modelo híbrido ainda não encontraram seu ponto de equilíbrio, já que seus passageiros freqüentes e funcionários ainda não se adaptaram as novas condições.

Por sua vez, as cias low cost acenam com a possibilidade de cobrar por bagagem despachada e por check in tradicional, quando houver a possibilidade de realizá-lo por via eletrônica.

O termo low fare é freqüentemente usado para se referir a cias que tem oferecido passagens mais baratas que a média do mercado.

O certo é que nem sempre cia de baixo custo ou low cost é low fare, ou melhor, oferece tarifas muito mais baixas que a concorrência. Mas freqüentemente a mídia usa os termos como sinônimos.

Saber mais? Visite esse artigo na Wikipedia.

4 comentários:

Jorge Bernardes disse...

Rodrigo, vou linkar seu blog, tudo bem? Pode ser?

Arnaldo - fatos & Fotos de Viagens disse...

Pronto! Tá tudo explicadíssimo neste post aquilo que eu perguntei no post anterior. Muito bom! perfeito...

Carla disse...

Rodrigo, você, como sempre, tirou até as dúvidas que eu não sabia que tinha...

Rodrigo Purisch disse...

Obrigado pelo elogios e pelas visitas!

JB, claro que pode!

Um abraço