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quinta-feira, outubro 02, 2008

Colômbia ou Minas Gerais? Bogotá ou Ouro Preto?



Seguido a indicação contida na cópia do Lonely Planet que comprei, fui tomar meu café da manha no café Puerta Falsa na calle 11 entre a carrera 6 e 7. É um café pequeno que existe desde 1816 (!) e conta um minúsculo balcão e uma pequeno mezanino com umas 5 mesas. Lá minha companheira de viagem pediu um chocolate Sanfereño completo e eu um daqueles enrolados de folha de bananeira que vi sobre as mesas dos demais comensais, conhecido como Tamale.



O chocolate Santafereño completo queria dizer um chocolate quente mais pão de sal e doce, manteiga e fatias de queijo frescal. Existia a opção de café com leite também. Já o Tamale era uma galinhada com milho (cozido de arroz com frango, especiarias e milho feito no vapor). Para acompanhar um suco de tangerina, ou mexerica (fala-se mixirica) como nós chamamos aqui em Minas.


Olhando mais de perto as opções expostas num balcão, vi doce de leite, doce de leite com coco, um doce de milho branco lembrando uma canjica, um doce de cidra e figos cristalizados, além de inúmeros queijos frescos (tipo minas). Nessa hora me perguntei se não estava em uma cidade histórica mineira. Faltava apenas feijão tropeiro, tutu de feijão e pudim de doce de leite, além de alguém falando uai e trem no meio da frase. Chique dimais, sô!

Por falar em Minas e cidades históricas, o Arnaldo Interata do blog Fatos e Fotos de Viagens, recém chegado do Japão, publicou recentemente um super guia sobre Ouro Preto . O guia é recheado de fotos padrão Arnaldo de qualidade. Aproveita e leia também os posts sobre o Japão, já que ele fez um Japan-Guide em português.

terça-feira, setembro 23, 2008

Bogotá: Microguia Para Quem For Fazer Conexão Por lá. A Cidade.


Vamos a algumas dicas que podem ser úteis para você que deciciu fazer uma paradinha em Bogotá.

Clima
Bogotá é a terceira capital mais alta do mundo (está a 2600 metros de altitude), o que pode causar mal estar para alguns devido ao ar rarefeito. Não senti nada, nem subindo as ladeiras do centro histórico, mas parti de Belo Horizonte que tem áreas com altitude de cerca de metade da de Bogotá.

Apesar de estar próxima a Linha do Equador, a temperatura costuma ser amena (20 graus) durante o dia chegando a ficar fria (uns 9 graus durante a noite). Durante a viagem, peguei dias agradáveis com noites um pouco frias, mas nada de insuportável com a ajuda de um casaco. Portanto, não esqueça de trazer um casaco quente e leve, mesmo sendo seu destino final a quente Miami. Uma chuvinha fraca também é comum por lá, mas nada que atrapalhe sua vida.

Dinheiro
A moeda corrente é o Cop (Peso Colombiano). Em setembro de 2008, 1000 Cops valiam cerca de 48 centavos de dólar americano ou 87 centavos de Reais.

Preços
Alimentação e transporte são um pouco mais baratos que as de Belo Horizonte, ou seja, preços mais baratos que os de São Paulo e Rio de Janeiro, mas nada que se compare a Buenos Aires.

A cidade
Bogotá é margeada em sua porção leste por montanhas. A cidade se desenvolveu no eixo Norte-Sul. Inicialmente, partiu do Sul em direção ao Norte. A Candelária (bairro colonial da cidade) está ao sul colado nas montanhas. Seguindo em direção norte, passa-se pelo centro de Bogotá (área sem maior interesse turístico e onde estão os arranha-céus de Bogotá) e posteriormente chega-se aos Distritos do Norte. A Carrera (av.) 10, situada a oeste das montanhas, meio que faz limite de até onde há interesse turístico e, segundo os guias, de até onde o turista pode andar mais tranqüilo.


Na Candelária e em seus arredores encontram-se a maioria dos pontos turísticos de maior interesse. Museu Del Oro (que encontra-se em reforma), A Casa de La Moneda (Museu do Banco de La Republica) onde podem ser vista uma amostra do acervo do Museu do Ouro e exposição de moedas antigas, além de estar germinada com a Donación Botero (onde há uma exposição permanente das obras de Botero, com entrada franca), Plaza de Bolívar (onde se situa o Congresso Nacional, a Prefeitura, a Suprema Corte e a Capilla del Sagrario, única remanescente do período colonial na praça). Ruas estreitas com passeios idem, algumas ladeiras, casas em estilo colonial espanhol, pequenos restaurantes, hotéis, pousadas e guesthouses.


No topo da montanha que margeia a Candelária, situa-se o Cerro de Monserrate que é um dos picos daquela cadeia montanhosa e onde se situa uma capela. De lá se tem uma bela vista da cidade. A subida ao topo é feita por teleféricos e por um trenzinho (funicular) que partem da estação Lower Station ao pé da Montanha. Apesar da estação estar próxima a Candelária, é aconselhável pegar um táxi até lá (uns 3000 a 4000 cops). Cada opção de subida tem seus horários e preços. Consulte-os aqui.


Sugiro fazer como eu fiz: pegue um táxi (mesmo se você estiver na vizinha Candelária) até a estação de onde partem o Bondinho e o funicular. Vá por volta das 5-6 horas (procure saber a que horas é o por do sol), com isso você pega um pouco da luz do dia e ainda vê o por do sol lá em cima. Existe uma pequena feirinha de lembranças, uma lanchonete, um restaurante popular e um outro sofisticado e estrelado lá no topo. Quando fui, poucas lojinhas estavam abertas, além da simples lanchonete e do restaurante sofisticado. Leve um agasalho. Segundo me informei, os finais de semana tem um movimento intenso.


Nos Distritos Norte concentram-se as zonas residenciais mais nobres, embaixadas e melhores restaurantes da cidade. Também é tida como a região mais segura de Bogotá. Não tive tempo de conhecê-la, já que 1 dia foi o tempo deixado para a conexão.

Hospedagem
Se você fizer questão de dormir em um hotel médio para cima em Bogotá, prepare-se para gastar no mínimo 90 USD por noite. Mesmo usando o Tripadvisor, não é fácil achar opções de hospedagem por esse preço. Mas se você topar dormir em pousadas com “p” minúsculo, albergues ou guesthouses com banheiro privativo, você encontrará algumas poucas opções por cerca de 70 reais a noite na região da Candelária (área histórica de Bogotá). Se for mochileiro e topar dormir em qualquer lugar, então você não terá problemas, já que os preços atingem valores dentro do padrão internacional para esse tipo de acomodação. Eu fiquei numa pousada com "p" minúuuusculo indicada pelo Lonely Planet. Como era para ser apenas uma noite e a ordem era economizar, foi ela a escolhida. Mas mesmo não ligando muito para hotéis (faço questão de localização próxima ao transporte público e banheiro limpo), essa não chega a atingir meus padrões mínimos de limpeza não, apesar da boa localização. Mas de vez em quando faço algumas concessões ao meu padrão....

Duas áreas se destacam para hospedagem: a Candelária (zona histórica) e nos Distritos Norte (zona nobre). Como o tempo era curto optei por ficar na Candelária, apesar de ser uma zona morta durante a noite (tarde da noite é recomendável andar de táxis). Não me arrependo da escolha do local não (a pousadiiiiinha era bem localizada). Não deu tempo para pesquisar outras opções de hospedagem. Se alguém tiver dicas, é só colocar nos comentários. O Aquela Passagem e os demais leitores agradecem!


Transporte
A cidade baseia-se nos táxis, ônibus, microônibus e no Transmilênio.

Os táxis não são caros, mas em sua maioria são do tipo micro-carro urbano de origem coreana, muito conveniente para as estreitas ruas da Candelária. O problema é que muitos não gostam de usar o taxímetro para nós turistas. Portanto, certifique-se que ele vai usá-lo antes de iniciar a corrida. O valor do taxímetro e transposto para uma tabela e lá se acha o preço final.

Os microônibus e ônibus rodam por vários locais e podem ser uma opção para quem está com orçamento mais curto.

O Transmilênio é uma adaptação colombiana do sistema de ônibus de Curitiba. Ônibus que andam em vias exclusivas cortando a cidade na forma de linhas de metrô e onde o embarque e desembarque são realizados em microestações elevadas em relação ao nível da rua. Uma passagem custa 1500 cops. Não cheguei a usá-lo, já que fiquei restrito a Candelária.

Segurança
Bogotá apresentou uma importante redução dos índices de violência nos últimos anos. Durante o dia é muito fácil encontrar policiais nas ruas (existe inclusive uma polícia turística muito presente na Candelária e Plaza de Bolivar). Tarde da noite (depois das 22:30) as ruas da Candelária se tornam mais vazias, inclusive de policiais, sendo recomendável o uso de táxi para ir de um ponto a outro. Me senti tão seguro quanto andando em uma de nossas cidades brasileiras. Portanto, tome os mesmos cuidados que você teria ao nadar em uma grande cidade brasileira. Os sequestros relâmpago são comuns por lá também...

Comida
Tanto na região da Candelária como nos Distritos Norte (gastronomia mais fina e boates), você encontrará boas opções para se comer. Lanchonetes, padarias, pizzarias, cafés com comidas regionais colombianas (não muito distantes do que se come no centro-sul do Brasil, talvez com um pouco mais de banana), francesas, judaicas, italianas, entre outras, estão disponíveis pelos quatro cantos da Candelária. Testei o Puerta Falsa (pequeno café onde comia meu desjejum), o Fulanitos(com comida do sul da Colômbia) e a padaria com pães franceses Peche Mignon. Nenhum deles ganha nota 10, mas não comprometem sua refeição. Preços um pouco abaixo dos pagos em São Paulo ou Rio de janeiro. Se seu orçamento estiver muito apertado, existe um supermercado ao lado da Plaza de Bolívar na carrera 7 em direção a Av Jiménez. Nessa mesma carrera existe um comércio variado e popular. Atenção, as pessoas comem cedo em Bogotá. Na Candelária, muitos restaurantes fecham as 9 da noite.

Bogotá é uma cidade que tem lá seus encantos, não é nenhum destino obrigatório para se conhecer, mas como parada obrigatória numa viagem merece ser conhecida. Impulsionada pelo crescimento econômico, a cidade tem crescido sem se entupir de prédios altos fechando seu horizonte. Mas isso é uma visão pessoal.

Dica final: No Frommers, as informações sobre Bogotá são restritas. Vale a pena então pagar 5 USD (eu paguei 3,50 USD numa promoção) e comprar uma cópia em PDF (que você pode imprimir na sua casa) na loja on-line do Lonely Planet. Uma licenca será enviado para seu email e você poderá fazer o download do capítulo. Ele vem com bons mapas e com a descrição de restaurantes e locais de hospedagem. O suficiente para se informar sobre a cidade em uma parada tão rápida como a eu fiz.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Bogotá: Microguia Para Quem For Fazer Conexão Por lá. O Aeroporto El Dorado


Vamos começar por onde as viagens de avião obrigatoriamente vão passar: o aeroporto.

O aeroporto internacional de Bogotá chama-se El Dorado e localiza-se há uns 13 km do centro da cidade (gastei em média menos de 30 minutos saindo da Candelária, bairro histórico da cidade). Possui dois terminais, um mais velho (El Dorado) que responde por todos os vôos internacionais e uma boa parte dos vôos da Avianca e outro mais moderno (Puente Aéreo) que trabalha mais com vôos domésticos da Avianca. Foi anunciado recentemente que estará sendo iniciada a construção de um novo terminal que substituirá o terminal mais antigo (aquele que você vai usar para ir a Miami). Após a finalização do mesmo prevista para 2012, o terminal velho será demolido.

Ao pousar no aeroporto, tem se a impressão de que se acabou de pousar na garagem da OceanAir, já que a pintura da Avianca e da OceanAir são extremamente parecidas e não nega parentesco entre as duas (fazem parte do grupo Sinergy).

A saída da sala de desembarque, após a passagem pela alfândega, se dá em uma das extremidades do aeroporto e muito próximo ao ponto de táxi oficial do mesmo.

O aeroporto não é um primor de arquitetura, parece um pouco pequeno para o movimento de passageiros e é povoado por longas filas. Filas longas nos guichês de check in, filas longas no guichê onde se pega a isenção de pagamento de taxa de embarque e imposto de timbre. A taxa de embarque (33 USD em setembro/08) é isenta para quem está fazendo conexão em Bogotá (trânsito). Portanto, se você realmente estiver fazendo apenas uma escala em Bogotá, não deixe de colocar Miami como seu destino no formulário de imigração e relatar isso ao funcionário quando passar por lá. A taxa de timbre (21 USD) é isenta ao turista que permaneceu menos de 60 dias em solo colombiano. Para pegar a isenção dessas taxas você terá que passar no balcão localizado no centro do aeroporto.


Portanto, chegue cedo para reduzir sua permanência nas filas ou para poder enfrentá-las sem estresse. Lá eles sugerem chegar 3 horas antes de um vôo internacional.



No primeiro piso (térreo) ficam os guichês de check in, as lojas das cias aéreas, agências oficiais e salas de desembarque. No segundo piso, estão as lojas, praça de alimentação, salas de embarque e caixas eletrônicos.

Querendo sacar algum dinheiro em um caixa eletrônico ao chegar em Bogotá, retorne para dentro do primeiro piso, suba a escada para acessar o segundo piso e ande em direção a outra extremidade do aeroporto. Quase no final do segundo piso, você vai encontrar uma loja na qual existem 4 caixas eletrônicos de bancos diferentes (antes de chegar a essa loja, existe um caixa embutido em uma das paredes entre as lojas, mas não é muito visível). Não se assuste, se você chegar num vôo (como o meu da Varig) lá para as 23:20h, o aeroporto vai estar vazio mesmo, chega a dar um pouco de medo, mas tem segurança em todo o aeroporto.

Saindo do e chegando ao Aeroporto

Existe um ponto de táxis oficial do aeroporto na extremidade do terminal 2 bem próximo da porta da saída da sala de desembarque. Apresente o endereço ao funcionário do guichê. Ele vai te dar um papel (na verdade dois, um para ser entregue ao motorista e outro para você) contendo o preço da corrida, o qual só deve ser entregue ao motorista ao chegar no ponto final. As corridas custam cerca de 18.000 cops (um pouco menos durante o dia), cerca de 16 reais. O preço é fixo por zonas (tem uma taxa extra no caso da corrida saindo do aeroporto referente ao pedágio que já está inclusa), o que reduz o estresse de ter que negociar com um taxista que não gosta de usar taxímetro ou goste de dar umas voltas extras (coisa comum por lá e também por aqui....)

Na volta, tente conseguir um táxi que utilize taxímetro, ou vai acabar pagando um pouco mais pela corrida.

A grande maioria dos táxis que rodam em Bogotá são pequenos, carros do tamanho do Hyundai Atos e Kia Picanto, ou seja, menores que um Palio. Alguns deles ainda são movidos a gás tornando o espaço para Bagagens virtualmente inexistente. Grupos maiores do que dois, podem até ter que usar mais de um táxi no caso da bagagem ser volumosa.

Outra opção, muito menos recomendada, é o uso de ônibus comuns que podem ser acessados cruzando o estacionamento até o ponto de ônibus. São baratos e gastam cerca de 45 minutos até o centro. Mas atenção, se seu destino for a região da Candelária (zona histórica de Bogotá) não pegue os ônibus onde se lê Candelária, já que esses na verdade dirigem-se a um subúrbio pouco recomendado para turistas. Escolha os ônibus onde se lê a inscrição Germânia nesse caso.

terça-feira, julho 29, 2008

Spirit: Iniciadas as Operações em Bogotá

A low cost Spirit iniciou seus vôos ligando Bogotá a Fort Lauderdale (próximo a Miami). O vôo será diário e a tarifa de introdução está saindo por cerca de 234USD (com taxas...).

Sabendo que ela cobra um extra por malas despachadas e possui uma franquia reduzida de babagem, ir aos Estados Unidos usando 20 mil milhas/pontos mais cerca de 400 reais pode ser uma boa. Não esqueça de cotar a passagem Bogotá/Miami na American que tem respondido agressivamente a investida da Spirit.

terça-feira, abril 22, 2008

LAN Aumenta Frequências para Peru

A LAN vai aumentar para 10 frequencias semanais os vôos que ligam São Paulo a Lima no Peru. Além disso serão aumentadas e facilitadas as conexões em direção a Caracas, Bogotá e Quito a partir de Lima.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Queda das Bandas Tarifárias: O Que Esperar?

Aqueles que acompanham o blog a mais tempo sabem da campanha que faço pela queda das bandas tarifárias. Desde a origem desse blog, esse tema sempre me incomodou, a tal ponto de várias vezes ter postado opções de associar passagens a fim de fugir das bandas tarifárias nacionais.

Com muita alegria recebi a notícia da consulta pública realizada pela ANAC a fim de eliminar as bandas. Consulta realizada e finalizada, nada mais constava no site da ANAC. Durante a última matéria que fiz para a Viagem e Turismo, procurei insistentemente informações sobre a entrada em vigor da resolução que aumentaria os descontos permitidos sobre as tarifas cheias. Só consegui a informação extra oficial de que a mesma aguardava uma reunião do colegiado da ANAC que na época passava por um processo de renovação. Quis ainda informações sobre a superpromoção da Gol para Lima no Peru que conseguiu superar os limites impostos pela legislação vigente. Fiquei sem respostas da Gol, LAN e da ANAC. O que era para ser um processo transparente não se mostrou tão transparente assim.

Mas hoje, foi finalmente anunciada pela ANAC a publicação no dia 01 de março da resolução que implanta uma redução gradual até a eliminação das bandas tarifárias para os vôos dentro da América do Sul. Parece ser parte de uma decisão política de mostrar serviço a sociedade que inclui uma futura visita do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao congresso tentar agilizar as normas que aumentam as taxas de estacionamento de aeronaves e de um plano de ressarcimento aos consumidores lesados por atrasos e cancelamentos.

Mas o que diz a resolução? Ela aumenta os descontos possíveis de serem aplicados sobre as tarifas cheias (sugeridas pela IATA , organização não governamental criada pelas cia aéreas para normatizá-las e defender seus direitos) apresentadas junto com a resolução. A partir de 01 de março será possível aumentar o desconto atual de 30% para 50%. Já no dia 01 de junho será possível realizar descontos de 80%. Finalmente em 01 de setembro de 2008 (data histórica) passa a vigorar a liberdade tarifária nessas rotas.

Veja nos quadros abaixo o impacto possível da resolução:

Photobucket

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Mas o que podermos esperar? Queda de preços imediata? Concorrência? Vitória do consumidor? Fazer exercícios de futurologia sempre implica em chances de grandes erros, mas mesmo não sendo um experto em mercado vou pintar 3 cenários possíveis.

Primeiro cenário: Nossas cias e as demais cias sul-americanas acostumadas com os lucros gerados pelas altas tarifas atualmente em curso, podem simplesmente aplicar uns descontinhos para ficar bem na foto e como não há realmente uma concorrência na maioria das rotas dentro da América do Sul, fazerem um acordo de cavalheiros e manter o mercado e suas tarifas sobre controle. Se não aparecer ninguém interessado em mudar o atual cenário, não haverá mudanças espontâneas das demais cias. Talvez esse seria o cenário mas provável até a pouco tempo, mas as mudanças recentes ocorridas no mercado brasileiro (nossas cias estão entre as mais fortes do continente) podem fazer com que mudanças ocorram.

Segundo cenário: Nossas cias ainda impactadas pelo caos aéreo e baixas ocupações em algumas rotas, podem optar por reduzir as margens de lucro e aumentar a ocupação das aeronaves, permitindo assim que algumas rotas se tornem financeiramente viáveis e impedindo que sejam canceladas, como ocorreu com os vôos diretos de São Paulo para Lima e Santiago cancelados pela Gol. Como resposta, as demais cias entrariam no jogo a fim de não perder mercado. Diante de uma Gol enfraquecida (mas longe de ser frágil) tendo que sustentar a deficitária Varig e suas poucas rotas internacionais, da TAM com uma nova proposta e dona do lado brasileiro das rotas Brasil/Europa e da sombra cada vez maior de uma subsidiária da JetBlue se aproximando (inclusive o Ministro Jobim já disse que ela tem tudo para ser a terceira força nacional) a situação atual pode mudar. A Gol pode optar realmente por se tornar uma cia Low Fare (baixas tarifas) coisa que ela deixou de ser a muito tempo, justificando a quase ausência de serviço de bordo e outros mimos a fim de se fortalecer diante da chegada de uma possível nova concorrente que tem um histórico agressivo nos EUA. Com isso, ela iniciaria uma pressão para baixo nas tarifas das rotas internacionais operada por ela, deixando a Varig realmente para concorrer em serviço, qualidade e preços com a TAM. Essa última teria que redefinir qual seria sua concorrente e qual caminho perseguir no futuro, que parece ser de uma cia convencional dentro de uma grande aliança com algumas rotas nacionais com serviço reduzido e rotas internacionais com serviço completo e programa de milhagem. De novo, as decisões das nossas cias poderão ter impacto nas concorrentes internacionais gerando uma queda de preço segundo a proposta de cada cia aérea.

Terceiro cenário: Diante da possibilidade de ampliar mercado (LAN, Aerosur, Pluna, TACA entre outras) ou de aumentar a ocupação de vôos que tem como escala o Brasil, como por exemplo o vôo da British entre Londres e Buenos Aires, as cias internacionais poderiam dar o pontapé inicial na concorrência tarifária levando as nossas cias a entrar no jogo. Não podemos esquecer que a entrada da Gol e TAM em domínios da LAN, Aerolineas, Pluna e TACA levou concorrência e queda de preços principalmente nos mercados onde a liberdade tarifária já existe. Pode ser a chance de revanche. Para melhorar o cenário seria interessante uma política de céus abertos dentro da América do Sul na qual qualquer cia poderia operar a rota que lhe interessasse devendo apenas limitar sua operação a existência de vagas nos aeroportos. Talvez assim um vôo saindo do Rio, Belo Horizonte ou Salvador para o Chile ou Argentina, por exemplo, não precisaria custar tão mais que um que parte de São Paulo.

Não me importa qual cenário irá se confirmar ou se um outro poderá acontecer, torço (porque no Brasil agente além de ver as normas temos que torcer para que elas tenham impacto e interesse dos políticos para que realmente surtam efeitos) para que o consumidor visualize um futuro melhor. Nem que seja para termos passagens com preços dentro da realidade internacional nas promoções de final de semana e preços fora da realidade durante os demais dias como ocorre com as tarifas nacionais.

Aproveito para agradecer a todos os leitores do blog que me enviaram a notícia do início dos fins das bandas, em especial ao sempre alerta Paulo Sérgio, Gisa, Alex, Márcio e a Ludmila Vilar que sofreu comigo para tentar tirar informações da ANAC.

quinta-feira, outubro 18, 2007

JetBlue: Deve voar para Colômbia em 2008

Segundo o Jetsite , a boa low cost JetBlue recebeu autorização para realizar 21 vôos semanais para a Colômbia. Ela deve iniciar com 7 vôos ligando Orlando a Bogotá em abril de 2008 e com outros sete ligando Fort Lauderdale a Bogotá em outubro.

Ela então será a segunda low cost a fazer a rota EUA/Am. do Sul, já que a Spirit opera a rota Fort Lauderdale/Lima.

Devagar as low costs americanas vão chegando a Am. do Sul. Vamos ver se a nossa cia low cost (baixo custo) e as que se inspiram nela vão começar a agir também como low fare (baixas tarifas) para competir com as bem estruturadas cias americanas.
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quinta-feira, outubro 02, 2008

Colômbia ou Minas Gerais? Bogotá ou Ouro Preto?



Seguido a indicação contida na cópia do Lonely Planet que comprei, fui tomar meu café da manha no café Puerta Falsa na calle 11 entre a carrera 6 e 7. É um café pequeno que existe desde 1816 (!) e conta um minúsculo balcão e uma pequeno mezanino com umas 5 mesas. Lá minha companheira de viagem pediu um chocolate Sanfereño completo e eu um daqueles enrolados de folha de bananeira que vi sobre as mesas dos demais comensais, conhecido como Tamale.



O chocolate Santafereño completo queria dizer um chocolate quente mais pão de sal e doce, manteiga e fatias de queijo frescal. Existia a opção de café com leite também. Já o Tamale era uma galinhada com milho (cozido de arroz com frango, especiarias e milho feito no vapor). Para acompanhar um suco de tangerina, ou mexerica (fala-se mixirica) como nós chamamos aqui em Minas.


Olhando mais de perto as opções expostas num balcão, vi doce de leite, doce de leite com coco, um doce de milho branco lembrando uma canjica, um doce de cidra e figos cristalizados, além de inúmeros queijos frescos (tipo minas). Nessa hora me perguntei se não estava em uma cidade histórica mineira. Faltava apenas feijão tropeiro, tutu de feijão e pudim de doce de leite, além de alguém falando uai e trem no meio da frase. Chique dimais, sô!

Por falar em Minas e cidades históricas, o Arnaldo Interata do blog Fatos e Fotos de Viagens, recém chegado do Japão, publicou recentemente um super guia sobre Ouro Preto . O guia é recheado de fotos padrão Arnaldo de qualidade. Aproveita e leia também os posts sobre o Japão, já que ele fez um Japan-Guide em português.

terça-feira, setembro 23, 2008

Bogotá: Microguia Para Quem For Fazer Conexão Por lá. A Cidade.


Vamos a algumas dicas que podem ser úteis para você que deciciu fazer uma paradinha em Bogotá.

Clima
Bogotá é a terceira capital mais alta do mundo (está a 2600 metros de altitude), o que pode causar mal estar para alguns devido ao ar rarefeito. Não senti nada, nem subindo as ladeiras do centro histórico, mas parti de Belo Horizonte que tem áreas com altitude de cerca de metade da de Bogotá.

Apesar de estar próxima a Linha do Equador, a temperatura costuma ser amena (20 graus) durante o dia chegando a ficar fria (uns 9 graus durante a noite). Durante a viagem, peguei dias agradáveis com noites um pouco frias, mas nada de insuportável com a ajuda de um casaco. Portanto, não esqueça de trazer um casaco quente e leve, mesmo sendo seu destino final a quente Miami. Uma chuvinha fraca também é comum por lá, mas nada que atrapalhe sua vida.

Dinheiro
A moeda corrente é o Cop (Peso Colombiano). Em setembro de 2008, 1000 Cops valiam cerca de 48 centavos de dólar americano ou 87 centavos de Reais.

Preços
Alimentação e transporte são um pouco mais baratos que as de Belo Horizonte, ou seja, preços mais baratos que os de São Paulo e Rio de Janeiro, mas nada que se compare a Buenos Aires.

A cidade
Bogotá é margeada em sua porção leste por montanhas. A cidade se desenvolveu no eixo Norte-Sul. Inicialmente, partiu do Sul em direção ao Norte. A Candelária (bairro colonial da cidade) está ao sul colado nas montanhas. Seguindo em direção norte, passa-se pelo centro de Bogotá (área sem maior interesse turístico e onde estão os arranha-céus de Bogotá) e posteriormente chega-se aos Distritos do Norte. A Carrera (av.) 10, situada a oeste das montanhas, meio que faz limite de até onde há interesse turístico e, segundo os guias, de até onde o turista pode andar mais tranqüilo.


Na Candelária e em seus arredores encontram-se a maioria dos pontos turísticos de maior interesse. Museu Del Oro (que encontra-se em reforma), A Casa de La Moneda (Museu do Banco de La Republica) onde podem ser vista uma amostra do acervo do Museu do Ouro e exposição de moedas antigas, além de estar germinada com a Donación Botero (onde há uma exposição permanente das obras de Botero, com entrada franca), Plaza de Bolívar (onde se situa o Congresso Nacional, a Prefeitura, a Suprema Corte e a Capilla del Sagrario, única remanescente do período colonial na praça). Ruas estreitas com passeios idem, algumas ladeiras, casas em estilo colonial espanhol, pequenos restaurantes, hotéis, pousadas e guesthouses.


No topo da montanha que margeia a Candelária, situa-se o Cerro de Monserrate que é um dos picos daquela cadeia montanhosa e onde se situa uma capela. De lá se tem uma bela vista da cidade. A subida ao topo é feita por teleféricos e por um trenzinho (funicular) que partem da estação Lower Station ao pé da Montanha. Apesar da estação estar próxima a Candelária, é aconselhável pegar um táxi até lá (uns 3000 a 4000 cops). Cada opção de subida tem seus horários e preços. Consulte-os aqui.


Sugiro fazer como eu fiz: pegue um táxi (mesmo se você estiver na vizinha Candelária) até a estação de onde partem o Bondinho e o funicular. Vá por volta das 5-6 horas (procure saber a que horas é o por do sol), com isso você pega um pouco da luz do dia e ainda vê o por do sol lá em cima. Existe uma pequena feirinha de lembranças, uma lanchonete, um restaurante popular e um outro sofisticado e estrelado lá no topo. Quando fui, poucas lojinhas estavam abertas, além da simples lanchonete e do restaurante sofisticado. Leve um agasalho. Segundo me informei, os finais de semana tem um movimento intenso.


Nos Distritos Norte concentram-se as zonas residenciais mais nobres, embaixadas e melhores restaurantes da cidade. Também é tida como a região mais segura de Bogotá. Não tive tempo de conhecê-la, já que 1 dia foi o tempo deixado para a conexão.

Hospedagem
Se você fizer questão de dormir em um hotel médio para cima em Bogotá, prepare-se para gastar no mínimo 90 USD por noite. Mesmo usando o Tripadvisor, não é fácil achar opções de hospedagem por esse preço. Mas se você topar dormir em pousadas com “p” minúsculo, albergues ou guesthouses com banheiro privativo, você encontrará algumas poucas opções por cerca de 70 reais a noite na região da Candelária (área histórica de Bogotá). Se for mochileiro e topar dormir em qualquer lugar, então você não terá problemas, já que os preços atingem valores dentro do padrão internacional para esse tipo de acomodação. Eu fiquei numa pousada com "p" minúuuusculo indicada pelo Lonely Planet. Como era para ser apenas uma noite e a ordem era economizar, foi ela a escolhida. Mas mesmo não ligando muito para hotéis (faço questão de localização próxima ao transporte público e banheiro limpo), essa não chega a atingir meus padrões mínimos de limpeza não, apesar da boa localização. Mas de vez em quando faço algumas concessões ao meu padrão....

Duas áreas se destacam para hospedagem: a Candelária (zona histórica) e nos Distritos Norte (zona nobre). Como o tempo era curto optei por ficar na Candelária, apesar de ser uma zona morta durante a noite (tarde da noite é recomendável andar de táxis). Não me arrependo da escolha do local não (a pousadiiiiinha era bem localizada). Não deu tempo para pesquisar outras opções de hospedagem. Se alguém tiver dicas, é só colocar nos comentários. O Aquela Passagem e os demais leitores agradecem!


Transporte
A cidade baseia-se nos táxis, ônibus, microônibus e no Transmilênio.

Os táxis não são caros, mas em sua maioria são do tipo micro-carro urbano de origem coreana, muito conveniente para as estreitas ruas da Candelária. O problema é que muitos não gostam de usar o taxímetro para nós turistas. Portanto, certifique-se que ele vai usá-lo antes de iniciar a corrida. O valor do taxímetro e transposto para uma tabela e lá se acha o preço final.

Os microônibus e ônibus rodam por vários locais e podem ser uma opção para quem está com orçamento mais curto.

O Transmilênio é uma adaptação colombiana do sistema de ônibus de Curitiba. Ônibus que andam em vias exclusivas cortando a cidade na forma de linhas de metrô e onde o embarque e desembarque são realizados em microestações elevadas em relação ao nível da rua. Uma passagem custa 1500 cops. Não cheguei a usá-lo, já que fiquei restrito a Candelária.

Segurança
Bogotá apresentou uma importante redução dos índices de violência nos últimos anos. Durante o dia é muito fácil encontrar policiais nas ruas (existe inclusive uma polícia turística muito presente na Candelária e Plaza de Bolivar). Tarde da noite (depois das 22:30) as ruas da Candelária se tornam mais vazias, inclusive de policiais, sendo recomendável o uso de táxi para ir de um ponto a outro. Me senti tão seguro quanto andando em uma de nossas cidades brasileiras. Portanto, tome os mesmos cuidados que você teria ao nadar em uma grande cidade brasileira. Os sequestros relâmpago são comuns por lá também...

Comida
Tanto na região da Candelária como nos Distritos Norte (gastronomia mais fina e boates), você encontrará boas opções para se comer. Lanchonetes, padarias, pizzarias, cafés com comidas regionais colombianas (não muito distantes do que se come no centro-sul do Brasil, talvez com um pouco mais de banana), francesas, judaicas, italianas, entre outras, estão disponíveis pelos quatro cantos da Candelária. Testei o Puerta Falsa (pequeno café onde comia meu desjejum), o Fulanitos(com comida do sul da Colômbia) e a padaria com pães franceses Peche Mignon. Nenhum deles ganha nota 10, mas não comprometem sua refeição. Preços um pouco abaixo dos pagos em São Paulo ou Rio de janeiro. Se seu orçamento estiver muito apertado, existe um supermercado ao lado da Plaza de Bolívar na carrera 7 em direção a Av Jiménez. Nessa mesma carrera existe um comércio variado e popular. Atenção, as pessoas comem cedo em Bogotá. Na Candelária, muitos restaurantes fecham as 9 da noite.

Bogotá é uma cidade que tem lá seus encantos, não é nenhum destino obrigatório para se conhecer, mas como parada obrigatória numa viagem merece ser conhecida. Impulsionada pelo crescimento econômico, a cidade tem crescido sem se entupir de prédios altos fechando seu horizonte. Mas isso é uma visão pessoal.

Dica final: No Frommers, as informações sobre Bogotá são restritas. Vale a pena então pagar 5 USD (eu paguei 3,50 USD numa promoção) e comprar uma cópia em PDF (que você pode imprimir na sua casa) na loja on-line do Lonely Planet. Uma licenca será enviado para seu email e você poderá fazer o download do capítulo. Ele vem com bons mapas e com a descrição de restaurantes e locais de hospedagem. O suficiente para se informar sobre a cidade em uma parada tão rápida como a eu fiz.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Bogotá: Microguia Para Quem For Fazer Conexão Por lá. O Aeroporto El Dorado


Vamos começar por onde as viagens de avião obrigatoriamente vão passar: o aeroporto.

O aeroporto internacional de Bogotá chama-se El Dorado e localiza-se há uns 13 km do centro da cidade (gastei em média menos de 30 minutos saindo da Candelária, bairro histórico da cidade). Possui dois terminais, um mais velho (El Dorado) que responde por todos os vôos internacionais e uma boa parte dos vôos da Avianca e outro mais moderno (Puente Aéreo) que trabalha mais com vôos domésticos da Avianca. Foi anunciado recentemente que estará sendo iniciada a construção de um novo terminal que substituirá o terminal mais antigo (aquele que você vai usar para ir a Miami). Após a finalização do mesmo prevista para 2012, o terminal velho será demolido.

Ao pousar no aeroporto, tem se a impressão de que se acabou de pousar na garagem da OceanAir, já que a pintura da Avianca e da OceanAir são extremamente parecidas e não nega parentesco entre as duas (fazem parte do grupo Sinergy).

A saída da sala de desembarque, após a passagem pela alfândega, se dá em uma das extremidades do aeroporto e muito próximo ao ponto de táxi oficial do mesmo.

O aeroporto não é um primor de arquitetura, parece um pouco pequeno para o movimento de passageiros e é povoado por longas filas. Filas longas nos guichês de check in, filas longas no guichê onde se pega a isenção de pagamento de taxa de embarque e imposto de timbre. A taxa de embarque (33 USD em setembro/08) é isenta para quem está fazendo conexão em Bogotá (trânsito). Portanto, se você realmente estiver fazendo apenas uma escala em Bogotá, não deixe de colocar Miami como seu destino no formulário de imigração e relatar isso ao funcionário quando passar por lá. A taxa de timbre (21 USD) é isenta ao turista que permaneceu menos de 60 dias em solo colombiano. Para pegar a isenção dessas taxas você terá que passar no balcão localizado no centro do aeroporto.


Portanto, chegue cedo para reduzir sua permanência nas filas ou para poder enfrentá-las sem estresse. Lá eles sugerem chegar 3 horas antes de um vôo internacional.



No primeiro piso (térreo) ficam os guichês de check in, as lojas das cias aéreas, agências oficiais e salas de desembarque. No segundo piso, estão as lojas, praça de alimentação, salas de embarque e caixas eletrônicos.

Querendo sacar algum dinheiro em um caixa eletrônico ao chegar em Bogotá, retorne para dentro do primeiro piso, suba a escada para acessar o segundo piso e ande em direção a outra extremidade do aeroporto. Quase no final do segundo piso, você vai encontrar uma loja na qual existem 4 caixas eletrônicos de bancos diferentes (antes de chegar a essa loja, existe um caixa embutido em uma das paredes entre as lojas, mas não é muito visível). Não se assuste, se você chegar num vôo (como o meu da Varig) lá para as 23:20h, o aeroporto vai estar vazio mesmo, chega a dar um pouco de medo, mas tem segurança em todo o aeroporto.

Saindo do e chegando ao Aeroporto

Existe um ponto de táxis oficial do aeroporto na extremidade do terminal 2 bem próximo da porta da saída da sala de desembarque. Apresente o endereço ao funcionário do guichê. Ele vai te dar um papel (na verdade dois, um para ser entregue ao motorista e outro para você) contendo o preço da corrida, o qual só deve ser entregue ao motorista ao chegar no ponto final. As corridas custam cerca de 18.000 cops (um pouco menos durante o dia), cerca de 16 reais. O preço é fixo por zonas (tem uma taxa extra no caso da corrida saindo do aeroporto referente ao pedágio que já está inclusa), o que reduz o estresse de ter que negociar com um taxista que não gosta de usar taxímetro ou goste de dar umas voltas extras (coisa comum por lá e também por aqui....)

Na volta, tente conseguir um táxi que utilize taxímetro, ou vai acabar pagando um pouco mais pela corrida.

A grande maioria dos táxis que rodam em Bogotá são pequenos, carros do tamanho do Hyundai Atos e Kia Picanto, ou seja, menores que um Palio. Alguns deles ainda são movidos a gás tornando o espaço para Bagagens virtualmente inexistente. Grupos maiores do que dois, podem até ter que usar mais de um táxi no caso da bagagem ser volumosa.

Outra opção, muito menos recomendada, é o uso de ônibus comuns que podem ser acessados cruzando o estacionamento até o ponto de ônibus. São baratos e gastam cerca de 45 minutos até o centro. Mas atenção, se seu destino for a região da Candelária (zona histórica de Bogotá) não pegue os ônibus onde se lê Candelária, já que esses na verdade dirigem-se a um subúrbio pouco recomendado para turistas. Escolha os ônibus onde se lê a inscrição Germânia nesse caso.

terça-feira, julho 29, 2008

Spirit: Iniciadas as Operações em Bogotá

A low cost Spirit iniciou seus vôos ligando Bogotá a Fort Lauderdale (próximo a Miami). O vôo será diário e a tarifa de introdução está saindo por cerca de 234USD (com taxas...).

Sabendo que ela cobra um extra por malas despachadas e possui uma franquia reduzida de babagem, ir aos Estados Unidos usando 20 mil milhas/pontos mais cerca de 400 reais pode ser uma boa. Não esqueça de cotar a passagem Bogotá/Miami na American que tem respondido agressivamente a investida da Spirit.

terça-feira, abril 22, 2008

LAN Aumenta Frequências para Peru

A LAN vai aumentar para 10 frequencias semanais os vôos que ligam São Paulo a Lima no Peru. Além disso serão aumentadas e facilitadas as conexões em direção a Caracas, Bogotá e Quito a partir de Lima.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Queda das Bandas Tarifárias: O Que Esperar?

Aqueles que acompanham o blog a mais tempo sabem da campanha que faço pela queda das bandas tarifárias. Desde a origem desse blog, esse tema sempre me incomodou, a tal ponto de várias vezes ter postado opções de associar passagens a fim de fugir das bandas tarifárias nacionais.

Com muita alegria recebi a notícia da consulta pública realizada pela ANAC a fim de eliminar as bandas. Consulta realizada e finalizada, nada mais constava no site da ANAC. Durante a última matéria que fiz para a Viagem e Turismo, procurei insistentemente informações sobre a entrada em vigor da resolução que aumentaria os descontos permitidos sobre as tarifas cheias. Só consegui a informação extra oficial de que a mesma aguardava uma reunião do colegiado da ANAC que na época passava por um processo de renovação. Quis ainda informações sobre a superpromoção da Gol para Lima no Peru que conseguiu superar os limites impostos pela legislação vigente. Fiquei sem respostas da Gol, LAN e da ANAC. O que era para ser um processo transparente não se mostrou tão transparente assim.

Mas hoje, foi finalmente anunciada pela ANAC a publicação no dia 01 de março da resolução que implanta uma redução gradual até a eliminação das bandas tarifárias para os vôos dentro da América do Sul. Parece ser parte de uma decisão política de mostrar serviço a sociedade que inclui uma futura visita do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao congresso tentar agilizar as normas que aumentam as taxas de estacionamento de aeronaves e de um plano de ressarcimento aos consumidores lesados por atrasos e cancelamentos.

Mas o que diz a resolução? Ela aumenta os descontos possíveis de serem aplicados sobre as tarifas cheias (sugeridas pela IATA , organização não governamental criada pelas cia aéreas para normatizá-las e defender seus direitos) apresentadas junto com a resolução. A partir de 01 de março será possível aumentar o desconto atual de 30% para 50%. Já no dia 01 de junho será possível realizar descontos de 80%. Finalmente em 01 de setembro de 2008 (data histórica) passa a vigorar a liberdade tarifária nessas rotas.

Veja nos quadros abaixo o impacto possível da resolução:

Photobucket

Photobucket

Mas o que podermos esperar? Queda de preços imediata? Concorrência? Vitória do consumidor? Fazer exercícios de futurologia sempre implica em chances de grandes erros, mas mesmo não sendo um experto em mercado vou pintar 3 cenários possíveis.

Primeiro cenário: Nossas cias e as demais cias sul-americanas acostumadas com os lucros gerados pelas altas tarifas atualmente em curso, podem simplesmente aplicar uns descontinhos para ficar bem na foto e como não há realmente uma concorrência na maioria das rotas dentro da América do Sul, fazerem um acordo de cavalheiros e manter o mercado e suas tarifas sobre controle. Se não aparecer ninguém interessado em mudar o atual cenário, não haverá mudanças espontâneas das demais cias. Talvez esse seria o cenário mas provável até a pouco tempo, mas as mudanças recentes ocorridas no mercado brasileiro (nossas cias estão entre as mais fortes do continente) podem fazer com que mudanças ocorram.

Segundo cenário: Nossas cias ainda impactadas pelo caos aéreo e baixas ocupações em algumas rotas, podem optar por reduzir as margens de lucro e aumentar a ocupação das aeronaves, permitindo assim que algumas rotas se tornem financeiramente viáveis e impedindo que sejam canceladas, como ocorreu com os vôos diretos de São Paulo para Lima e Santiago cancelados pela Gol. Como resposta, as demais cias entrariam no jogo a fim de não perder mercado. Diante de uma Gol enfraquecida (mas longe de ser frágil) tendo que sustentar a deficitária Varig e suas poucas rotas internacionais, da TAM com uma nova proposta e dona do lado brasileiro das rotas Brasil/Europa e da sombra cada vez maior de uma subsidiária da JetBlue se aproximando (inclusive o Ministro Jobim já disse que ela tem tudo para ser a terceira força nacional) a situação atual pode mudar. A Gol pode optar realmente por se tornar uma cia Low Fare (baixas tarifas) coisa que ela deixou de ser a muito tempo, justificando a quase ausência de serviço de bordo e outros mimos a fim de se fortalecer diante da chegada de uma possível nova concorrente que tem um histórico agressivo nos EUA. Com isso, ela iniciaria uma pressão para baixo nas tarifas das rotas internacionais operada por ela, deixando a Varig realmente para concorrer em serviço, qualidade e preços com a TAM. Essa última teria que redefinir qual seria sua concorrente e qual caminho perseguir no futuro, que parece ser de uma cia convencional dentro de uma grande aliança com algumas rotas nacionais com serviço reduzido e rotas internacionais com serviço completo e programa de milhagem. De novo, as decisões das nossas cias poderão ter impacto nas concorrentes internacionais gerando uma queda de preço segundo a proposta de cada cia aérea.

Terceiro cenário: Diante da possibilidade de ampliar mercado (LAN, Aerosur, Pluna, TACA entre outras) ou de aumentar a ocupação de vôos que tem como escala o Brasil, como por exemplo o vôo da British entre Londres e Buenos Aires, as cias internacionais poderiam dar o pontapé inicial na concorrência tarifária levando as nossas cias a entrar no jogo. Não podemos esquecer que a entrada da Gol e TAM em domínios da LAN, Aerolineas, Pluna e TACA levou concorrência e queda de preços principalmente nos mercados onde a liberdade tarifária já existe. Pode ser a chance de revanche. Para melhorar o cenário seria interessante uma política de céus abertos dentro da América do Sul na qual qualquer cia poderia operar a rota que lhe interessasse devendo apenas limitar sua operação a existência de vagas nos aeroportos. Talvez assim um vôo saindo do Rio, Belo Horizonte ou Salvador para o Chile ou Argentina, por exemplo, não precisaria custar tão mais que um que parte de São Paulo.

Não me importa qual cenário irá se confirmar ou se um outro poderá acontecer, torço (porque no Brasil agente além de ver as normas temos que torcer para que elas tenham impacto e interesse dos políticos para que realmente surtam efeitos) para que o consumidor visualize um futuro melhor. Nem que seja para termos passagens com preços dentro da realidade internacional nas promoções de final de semana e preços fora da realidade durante os demais dias como ocorre com as tarifas nacionais.

Aproveito para agradecer a todos os leitores do blog que me enviaram a notícia do início dos fins das bandas, em especial ao sempre alerta Paulo Sérgio, Gisa, Alex, Márcio e a Ludmila Vilar que sofreu comigo para tentar tirar informações da ANAC.

quinta-feira, outubro 18, 2007

JetBlue: Deve voar para Colômbia em 2008

Segundo o Jetsite , a boa low cost JetBlue recebeu autorização para realizar 21 vôos semanais para a Colômbia. Ela deve iniciar com 7 vôos ligando Orlando a Bogotá em abril de 2008 e com outros sete ligando Fort Lauderdale a Bogotá em outubro.

Ela então será a segunda low cost a fazer a rota EUA/Am. do Sul, já que a Spirit opera a rota Fort Lauderdale/Lima.

Devagar as low costs americanas vão chegando a Am. do Sul. Vamos ver se a nossa cia low cost (baixo custo) e as que se inspiram nela vão começar a agir também como low fare (baixas tarifas) para competir com as bem estruturadas cias americanas.
Mostrando postagens com marcador Destino Colômbia. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, outubro 02, 2008

Colômbia ou Minas Gerais? Bogotá ou Ouro Preto?



Seguido a indicação contida na cópia do Lonely Planet que comprei, fui tomar meu café da manha no café Puerta Falsa na calle 11 entre a carrera 6 e 7. É um café pequeno que existe desde 1816 (!) e conta um minúsculo balcão e uma pequeno mezanino com umas 5 mesas. Lá minha companheira de viagem pediu um chocolate Sanfereño completo e eu um daqueles enrolados de folha de bananeira que vi sobre as mesas dos demais comensais, conhecido como Tamale.



O chocolate Santafereño completo queria dizer um chocolate quente mais pão de sal e doce, manteiga e fatias de queijo frescal. Existia a opção de café com leite também. Já o Tamale era uma galinhada com milho (cozido de arroz com frango, especiarias e milho feito no vapor). Para acompanhar um suco de tangerina, ou mexerica (fala-se mixirica) como nós chamamos aqui em Minas.


Olhando mais de perto as opções expostas num balcão, vi doce de leite, doce de leite com coco, um doce de milho branco lembrando uma canjica, um doce de cidra e figos cristalizados, além de inúmeros queijos frescos (tipo minas). Nessa hora me perguntei se não estava em uma cidade histórica mineira. Faltava apenas feijão tropeiro, tutu de feijão e pudim de doce de leite, além de alguém falando uai e trem no meio da frase. Chique dimais, sô!

Por falar em Minas e cidades históricas, o Arnaldo Interata do blog Fatos e Fotos de Viagens, recém chegado do Japão, publicou recentemente um super guia sobre Ouro Preto . O guia é recheado de fotos padrão Arnaldo de qualidade. Aproveita e leia também os posts sobre o Japão, já que ele fez um Japan-Guide em português.

terça-feira, setembro 23, 2008

Bogotá: Microguia Para Quem For Fazer Conexão Por lá. A Cidade.


Vamos a algumas dicas que podem ser úteis para você que deciciu fazer uma paradinha em Bogotá.

Clima
Bogotá é a terceira capital mais alta do mundo (está a 2600 metros de altitude), o que pode causar mal estar para alguns devido ao ar rarefeito. Não senti nada, nem subindo as ladeiras do centro histórico, mas parti de Belo Horizonte que tem áreas com altitude de cerca de metade da de Bogotá.

Apesar de estar próxima a Linha do Equador, a temperatura costuma ser amena (20 graus) durante o dia chegando a ficar fria (uns 9 graus durante a noite). Durante a viagem, peguei dias agradáveis com noites um pouco frias, mas nada de insuportável com a ajuda de um casaco. Portanto, não esqueça de trazer um casaco quente e leve, mesmo sendo seu destino final a quente Miami. Uma chuvinha fraca também é comum por lá, mas nada que atrapalhe sua vida.

Dinheiro
A moeda corrente é o Cop (Peso Colombiano). Em setembro de 2008, 1000 Cops valiam cerca de 48 centavos de dólar americano ou 87 centavos de Reais.

Preços
Alimentação e transporte são um pouco mais baratos que as de Belo Horizonte, ou seja, preços mais baratos que os de São Paulo e Rio de Janeiro, mas nada que se compare a Buenos Aires.

A cidade
Bogotá é margeada em sua porção leste por montanhas. A cidade se desenvolveu no eixo Norte-Sul. Inicialmente, partiu do Sul em direção ao Norte. A Candelária (bairro colonial da cidade) está ao sul colado nas montanhas. Seguindo em direção norte, passa-se pelo centro de Bogotá (área sem maior interesse turístico e onde estão os arranha-céus de Bogotá) e posteriormente chega-se aos Distritos do Norte. A Carrera (av.) 10, situada a oeste das montanhas, meio que faz limite de até onde há interesse turístico e, segundo os guias, de até onde o turista pode andar mais tranqüilo.


Na Candelária e em seus arredores encontram-se a maioria dos pontos turísticos de maior interesse. Museu Del Oro (que encontra-se em reforma), A Casa de La Moneda (Museu do Banco de La Republica) onde podem ser vista uma amostra do acervo do Museu do Ouro e exposição de moedas antigas, além de estar germinada com a Donación Botero (onde há uma exposição permanente das obras de Botero, com entrada franca), Plaza de Bolívar (onde se situa o Congresso Nacional, a Prefeitura, a Suprema Corte e a Capilla del Sagrario, única remanescente do período colonial na praça). Ruas estreitas com passeios idem, algumas ladeiras, casas em estilo colonial espanhol, pequenos restaurantes, hotéis, pousadas e guesthouses.


No topo da montanha que margeia a Candelária, situa-se o Cerro de Monserrate que é um dos picos daquela cadeia montanhosa e onde se situa uma capela. De lá se tem uma bela vista da cidade. A subida ao topo é feita por teleféricos e por um trenzinho (funicular) que partem da estação Lower Station ao pé da Montanha. Apesar da estação estar próxima a Candelária, é aconselhável pegar um táxi até lá (uns 3000 a 4000 cops). Cada opção de subida tem seus horários e preços. Consulte-os aqui.


Sugiro fazer como eu fiz: pegue um táxi (mesmo se você estiver na vizinha Candelária) até a estação de onde partem o Bondinho e o funicular. Vá por volta das 5-6 horas (procure saber a que horas é o por do sol), com isso você pega um pouco da luz do dia e ainda vê o por do sol lá em cima. Existe uma pequena feirinha de lembranças, uma lanchonete, um restaurante popular e um outro sofisticado e estrelado lá no topo. Quando fui, poucas lojinhas estavam abertas, além da simples lanchonete e do restaurante sofisticado. Leve um agasalho. Segundo me informei, os finais de semana tem um movimento intenso.


Nos Distritos Norte concentram-se as zonas residenciais mais nobres, embaixadas e melhores restaurantes da cidade. Também é tida como a região mais segura de Bogotá. Não tive tempo de conhecê-la, já que 1 dia foi o tempo deixado para a conexão.

Hospedagem
Se você fizer questão de dormir em um hotel médio para cima em Bogotá, prepare-se para gastar no mínimo 90 USD por noite. Mesmo usando o Tripadvisor, não é fácil achar opções de hospedagem por esse preço. Mas se você topar dormir em pousadas com “p” minúsculo, albergues ou guesthouses com banheiro privativo, você encontrará algumas poucas opções por cerca de 70 reais a noite na região da Candelária (área histórica de Bogotá). Se for mochileiro e topar dormir em qualquer lugar, então você não terá problemas, já que os preços atingem valores dentro do padrão internacional para esse tipo de acomodação. Eu fiquei numa pousada com "p" minúuuusculo indicada pelo Lonely Planet. Como era para ser apenas uma noite e a ordem era economizar, foi ela a escolhida. Mas mesmo não ligando muito para hotéis (faço questão de localização próxima ao transporte público e banheiro limpo), essa não chega a atingir meus padrões mínimos de limpeza não, apesar da boa localização. Mas de vez em quando faço algumas concessões ao meu padrão....

Duas áreas se destacam para hospedagem: a Candelária (zona histórica) e nos Distritos Norte (zona nobre). Como o tempo era curto optei por ficar na Candelária, apesar de ser uma zona morta durante a noite (tarde da noite é recomendável andar de táxis). Não me arrependo da escolha do local não (a pousadiiiiinha era bem localizada). Não deu tempo para pesquisar outras opções de hospedagem. Se alguém tiver dicas, é só colocar nos comentários. O Aquela Passagem e os demais leitores agradecem!


Transporte
A cidade baseia-se nos táxis, ônibus, microônibus e no Transmilênio.

Os táxis não são caros, mas em sua maioria são do tipo micro-carro urbano de origem coreana, muito conveniente para as estreitas ruas da Candelária. O problema é que muitos não gostam de usar o taxímetro para nós turistas. Portanto, certifique-se que ele vai usá-lo antes de iniciar a corrida. O valor do taxímetro e transposto para uma tabela e lá se acha o preço final.

Os microônibus e ônibus rodam por vários locais e podem ser uma opção para quem está com orçamento mais curto.

O Transmilênio é uma adaptação colombiana do sistema de ônibus de Curitiba. Ônibus que andam em vias exclusivas cortando a cidade na forma de linhas de metrô e onde o embarque e desembarque são realizados em microestações elevadas em relação ao nível da rua. Uma passagem custa 1500 cops. Não cheguei a usá-lo, já que fiquei restrito a Candelária.

Segurança
Bogotá apresentou uma importante redução dos índices de violência nos últimos anos. Durante o dia é muito fácil encontrar policiais nas ruas (existe inclusive uma polícia turística muito presente na Candelária e Plaza de Bolivar). Tarde da noite (depois das 22:30) as ruas da Candelária se tornam mais vazias, inclusive de policiais, sendo recomendável o uso de táxi para ir de um ponto a outro. Me senti tão seguro quanto andando em uma de nossas cidades brasileiras. Portanto, tome os mesmos cuidados que você teria ao nadar em uma grande cidade brasileira. Os sequestros relâmpago são comuns por lá também...

Comida
Tanto na região da Candelária como nos Distritos Norte (gastronomia mais fina e boates), você encontrará boas opções para se comer. Lanchonetes, padarias, pizzarias, cafés com comidas regionais colombianas (não muito distantes do que se come no centro-sul do Brasil, talvez com um pouco mais de banana), francesas, judaicas, italianas, entre outras, estão disponíveis pelos quatro cantos da Candelária. Testei o Puerta Falsa (pequeno café onde comia meu desjejum), o Fulanitos(com comida do sul da Colômbia) e a padaria com pães franceses Peche Mignon. Nenhum deles ganha nota 10, mas não comprometem sua refeição. Preços um pouco abaixo dos pagos em São Paulo ou Rio de janeiro. Se seu orçamento estiver muito apertado, existe um supermercado ao lado da Plaza de Bolívar na carrera 7 em direção a Av Jiménez. Nessa mesma carrera existe um comércio variado e popular. Atenção, as pessoas comem cedo em Bogotá. Na Candelária, muitos restaurantes fecham as 9 da noite.

Bogotá é uma cidade que tem lá seus encantos, não é nenhum destino obrigatório para se conhecer, mas como parada obrigatória numa viagem merece ser conhecida. Impulsionada pelo crescimento econômico, a cidade tem crescido sem se entupir de prédios altos fechando seu horizonte. Mas isso é uma visão pessoal.

Dica final: No Frommers, as informações sobre Bogotá são restritas. Vale a pena então pagar 5 USD (eu paguei 3,50 USD numa promoção) e comprar uma cópia em PDF (que você pode imprimir na sua casa) na loja on-line do Lonely Planet. Uma licenca será enviado para seu email e você poderá fazer o download do capítulo. Ele vem com bons mapas e com a descrição de restaurantes e locais de hospedagem. O suficiente para se informar sobre a cidade em uma parada tão rápida como a eu fiz.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Bogotá: Microguia Para Quem For Fazer Conexão Por lá. O Aeroporto El Dorado


Vamos começar por onde as viagens de avião obrigatoriamente vão passar: o aeroporto.

O aeroporto internacional de Bogotá chama-se El Dorado e localiza-se há uns 13 km do centro da cidade (gastei em média menos de 30 minutos saindo da Candelária, bairro histórico da cidade). Possui dois terminais, um mais velho (El Dorado) que responde por todos os vôos internacionais e uma boa parte dos vôos da Avianca e outro mais moderno (Puente Aéreo) que trabalha mais com vôos domésticos da Avianca. Foi anunciado recentemente que estará sendo iniciada a construção de um novo terminal que substituirá o terminal mais antigo (aquele que você vai usar para ir a Miami). Após a finalização do mesmo prevista para 2012, o terminal velho será demolido.

Ao pousar no aeroporto, tem se a impressão de que se acabou de pousar na garagem da OceanAir, já que a pintura da Avianca e da OceanAir são extremamente parecidas e não nega parentesco entre as duas (fazem parte do grupo Sinergy).

A saída da sala de desembarque, após a passagem pela alfândega, se dá em uma das extremidades do aeroporto e muito próximo ao ponto de táxi oficial do mesmo.

O aeroporto não é um primor de arquitetura, parece um pouco pequeno para o movimento de passageiros e é povoado por longas filas. Filas longas nos guichês de check in, filas longas no guichê onde se pega a isenção de pagamento de taxa de embarque e imposto de timbre. A taxa de embarque (33 USD em setembro/08) é isenta para quem está fazendo conexão em Bogotá (trânsito). Portanto, se você realmente estiver fazendo apenas uma escala em Bogotá, não deixe de colocar Miami como seu destino no formulário de imigração e relatar isso ao funcionário quando passar por lá. A taxa de timbre (21 USD) é isenta ao turista que permaneceu menos de 60 dias em solo colombiano. Para pegar a isenção dessas taxas você terá que passar no balcão localizado no centro do aeroporto.


Portanto, chegue cedo para reduzir sua permanência nas filas ou para poder enfrentá-las sem estresse. Lá eles sugerem chegar 3 horas antes de um vôo internacional.



No primeiro piso (térreo) ficam os guichês de check in, as lojas das cias aéreas, agências oficiais e salas de desembarque. No segundo piso, estão as lojas, praça de alimentação, salas de embarque e caixas eletrônicos.

Querendo sacar algum dinheiro em um caixa eletrônico ao chegar em Bogotá, retorne para dentro do primeiro piso, suba a escada para acessar o segundo piso e ande em direção a outra extremidade do aeroporto. Quase no final do segundo piso, você vai encontrar uma loja na qual existem 4 caixas eletrônicos de bancos diferentes (antes de chegar a essa loja, existe um caixa embutido em uma das paredes entre as lojas, mas não é muito visível). Não se assuste, se você chegar num vôo (como o meu da Varig) lá para as 23:20h, o aeroporto vai estar vazio mesmo, chega a dar um pouco de medo, mas tem segurança em todo o aeroporto.

Saindo do e chegando ao Aeroporto

Existe um ponto de táxis oficial do aeroporto na extremidade do terminal 2 bem próximo da porta da saída da sala de desembarque. Apresente o endereço ao funcionário do guichê. Ele vai te dar um papel (na verdade dois, um para ser entregue ao motorista e outro para você) contendo o preço da corrida, o qual só deve ser entregue ao motorista ao chegar no ponto final. As corridas custam cerca de 18.000 cops (um pouco menos durante o dia), cerca de 16 reais. O preço é fixo por zonas (tem uma taxa extra no caso da corrida saindo do aeroporto referente ao pedágio que já está inclusa), o que reduz o estresse de ter que negociar com um taxista que não gosta de usar taxímetro ou goste de dar umas voltas extras (coisa comum por lá e também por aqui....)

Na volta, tente conseguir um táxi que utilize taxímetro, ou vai acabar pagando um pouco mais pela corrida.

A grande maioria dos táxis que rodam em Bogotá são pequenos, carros do tamanho do Hyundai Atos e Kia Picanto, ou seja, menores que um Palio. Alguns deles ainda são movidos a gás tornando o espaço para Bagagens virtualmente inexistente. Grupos maiores do que dois, podem até ter que usar mais de um táxi no caso da bagagem ser volumosa.

Outra opção, muito menos recomendada, é o uso de ônibus comuns que podem ser acessados cruzando o estacionamento até o ponto de ônibus. São baratos e gastam cerca de 45 minutos até o centro. Mas atenção, se seu destino for a região da Candelária (zona histórica de Bogotá) não pegue os ônibus onde se lê Candelária, já que esses na verdade dirigem-se a um subúrbio pouco recomendado para turistas. Escolha os ônibus onde se lê a inscrição Germânia nesse caso.

terça-feira, julho 29, 2008

Spirit: Iniciadas as Operações em Bogotá

A low cost Spirit iniciou seus vôos ligando Bogotá a Fort Lauderdale (próximo a Miami). O vôo será diário e a tarifa de introdução está saindo por cerca de 234USD (com taxas...).

Sabendo que ela cobra um extra por malas despachadas e possui uma franquia reduzida de babagem, ir aos Estados Unidos usando 20 mil milhas/pontos mais cerca de 400 reais pode ser uma boa. Não esqueça de cotar a passagem Bogotá/Miami na American que tem respondido agressivamente a investida da Spirit.

terça-feira, abril 22, 2008

LAN Aumenta Frequências para Peru

A LAN vai aumentar para 10 frequencias semanais os vôos que ligam São Paulo a Lima no Peru. Além disso serão aumentadas e facilitadas as conexões em direção a Caracas, Bogotá e Quito a partir de Lima.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Queda das Bandas Tarifárias: O Que Esperar?

Aqueles que acompanham o blog a mais tempo sabem da campanha que faço pela queda das bandas tarifárias. Desde a origem desse blog, esse tema sempre me incomodou, a tal ponto de várias vezes ter postado opções de associar passagens a fim de fugir das bandas tarifárias nacionais.

Com muita alegria recebi a notícia da consulta pública realizada pela ANAC a fim de eliminar as bandas. Consulta realizada e finalizada, nada mais constava no site da ANAC. Durante a última matéria que fiz para a Viagem e Turismo, procurei insistentemente informações sobre a entrada em vigor da resolução que aumentaria os descontos permitidos sobre as tarifas cheias. Só consegui a informação extra oficial de que a mesma aguardava uma reunião do colegiado da ANAC que na época passava por um processo de renovação. Quis ainda informações sobre a superpromoção da Gol para Lima no Peru que conseguiu superar os limites impostos pela legislação vigente. Fiquei sem respostas da Gol, LAN e da ANAC. O que era para ser um processo transparente não se mostrou tão transparente assim.

Mas hoje, foi finalmente anunciada pela ANAC a publicação no dia 01 de março da resolução que implanta uma redução gradual até a eliminação das bandas tarifárias para os vôos dentro da América do Sul. Parece ser parte de uma decisão política de mostrar serviço a sociedade que inclui uma futura visita do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, ao congresso tentar agilizar as normas que aumentam as taxas de estacionamento de aeronaves e de um plano de ressarcimento aos consumidores lesados por atrasos e cancelamentos.

Mas o que diz a resolução? Ela aumenta os descontos possíveis de serem aplicados sobre as tarifas cheias (sugeridas pela IATA , organização não governamental criada pelas cia aéreas para normatizá-las e defender seus direitos) apresentadas junto com a resolução. A partir de 01 de março será possível aumentar o desconto atual de 30% para 50%. Já no dia 01 de junho será possível realizar descontos de 80%. Finalmente em 01 de setembro de 2008 (data histórica) passa a vigorar a liberdade tarifária nessas rotas.

Veja nos quadros abaixo o impacto possível da resolução:

Photobucket

Photobucket

Mas o que podermos esperar? Queda de preços imediata? Concorrência? Vitória do consumidor? Fazer exercícios de futurologia sempre implica em chances de grandes erros, mas mesmo não sendo um experto em mercado vou pintar 3 cenários possíveis.

Primeiro cenário: Nossas cias e as demais cias sul-americanas acostumadas com os lucros gerados pelas altas tarifas atualmente em curso, podem simplesmente aplicar uns descontinhos para ficar bem na foto e como não há realmente uma concorrência na maioria das rotas dentro da América do Sul, fazerem um acordo de cavalheiros e manter o mercado e suas tarifas sobre controle. Se não aparecer ninguém interessado em mudar o atual cenário, não haverá mudanças espontâneas das demais cias. Talvez esse seria o cenário mas provável até a pouco tempo, mas as mudanças recentes ocorridas no mercado brasileiro (nossas cias estão entre as mais fortes do continente) podem fazer com que mudanças ocorram.

Segundo cenário: Nossas cias ainda impactadas pelo caos aéreo e baixas ocupações em algumas rotas, podem optar por reduzir as margens de lucro e aumentar a ocupação das aeronaves, permitindo assim que algumas rotas se tornem financeiramente viáveis e impedindo que sejam canceladas, como ocorreu com os vôos diretos de São Paulo para Lima e Santiago cancelados pela Gol. Como resposta, as demais cias entrariam no jogo a fim de não perder mercado. Diante de uma Gol enfraquecida (mas longe de ser frágil) tendo que sustentar a deficitária Varig e suas poucas rotas internacionais, da TAM com uma nova proposta e dona do lado brasileiro das rotas Brasil/Europa e da sombra cada vez maior de uma subsidiária da JetBlue se aproximando (inclusive o Ministro Jobim já disse que ela tem tudo para ser a terceira força nacional) a situação atual pode mudar. A Gol pode optar realmente por se tornar uma cia Low Fare (baixas tarifas) coisa que ela deixou de ser a muito tempo, justificando a quase ausência de serviço de bordo e outros mimos a fim de se fortalecer diante da chegada de uma possível nova concorrente que tem um histórico agressivo nos EUA. Com isso, ela iniciaria uma pressão para baixo nas tarifas das rotas internacionais operada por ela, deixando a Varig realmente para concorrer em serviço, qualidade e preços com a TAM. Essa última teria que redefinir qual seria sua concorrente e qual caminho perseguir no futuro, que parece ser de uma cia convencional dentro de uma grande aliança com algumas rotas nacionais com serviço reduzido e rotas internacionais com serviço completo e programa de milhagem. De novo, as decisões das nossas cias poderão ter impacto nas concorrentes internacionais gerando uma queda de preço segundo a proposta de cada cia aérea.

Terceiro cenário: Diante da possibilidade de ampliar mercado (LAN, Aerosur, Pluna, TACA entre outras) ou de aumentar a ocupação de vôos que tem como escala o Brasil, como por exemplo o vôo da British entre Londres e Buenos Aires, as cias internacionais poderiam dar o pontapé inicial na concorrência tarifária levando as nossas cias a entrar no jogo. Não podemos esquecer que a entrada da Gol e TAM em domínios da LAN, Aerolineas, Pluna e TACA levou concorrência e queda de preços principalmente nos mercados onde a liberdade tarifária já existe. Pode ser a chance de revanche. Para melhorar o cenário seria interessante uma política de céus abertos dentro da América do Sul na qual qualquer cia poderia operar a rota que lhe interessasse devendo apenas limitar sua operação a existência de vagas nos aeroportos. Talvez assim um vôo saindo do Rio, Belo Horizonte ou Salvador para o Chile ou Argentina, por exemplo, não precisaria custar tão mais que um que parte de São Paulo.

Não me importa qual cenário irá se confirmar ou se um outro poderá acontecer, torço (porque no Brasil agente além de ver as normas temos que torcer para que elas tenham impacto e interesse dos políticos para que realmente surtam efeitos) para que o consumidor visualize um futuro melhor. Nem que seja para termos passagens com preços dentro da realidade internacional nas promoções de final de semana e preços fora da realidade durante os demais dias como ocorre com as tarifas nacionais.

Aproveito para agradecer a todos os leitores do blog que me enviaram a notícia do início dos fins das bandas, em especial ao sempre alerta Paulo Sérgio, Gisa, Alex, Márcio e a Ludmila Vilar que sofreu comigo para tentar tirar informações da ANAC.

quinta-feira, outubro 18, 2007

JetBlue: Deve voar para Colômbia em 2008

Segundo o Jetsite , a boa low cost JetBlue recebeu autorização para realizar 21 vôos semanais para a Colômbia. Ela deve iniciar com 7 vôos ligando Orlando a Bogotá em abril de 2008 e com outros sete ligando Fort Lauderdale a Bogotá em outubro.

Ela então será a segunda low cost a fazer a rota EUA/Am. do Sul, já que a Spirit opera a rota Fort Lauderdale/Lima.

Devagar as low costs americanas vão chegando a Am. do Sul. Vamos ver se a nossa cia low cost (baixo custo) e as que se inspiram nela vão começar a agir também como low fare (baixas tarifas) para competir com as bem estruturadas cias americanas.