sexta-feira, abril 20, 2007

TAM: Crise de Identidade

Muito se critica a Gol por seu serviço de bordo espartano. Vale lembrar que muitas low cost, modelo de sucesso adotado pela Gol, não possuem serviço gratuito algum. O certo é que a Gol não é uma típica low fare, mas sempre deixou claro que era uma low cost.

Ah, a concorrência! Sua maior concorrente, a TAM, tem vivido um período de crise de identidade. A cia do tapete vermelho, criada pelo saudoso comandante Rolim que tinha um modelo de cia em mente, vê-se pressionada pelos resultados operacionais e financeiros da Gol.

A opção foi a de tentar adaptar as principais diretrizes adotadas na Gol. Mas como é difícil adaptar algo a uma cia que nasceu diferente e com outra vocação!

O Aumento do número de horas diárias voadas por cada aeronave (vários vôos em seqüência em um mesmo dia) e a política de ocupação rápida dos espaços deixados pela Varig culminaram com o caos de
dezembro último , onde aeronaves que já deveriam ter realizados pequenas manutenções programadas foram impedidas de voar pela ANAC. Com isso uma cascata de atrasos ocupou o Brasil e as manchetes, além de demonstrar aos consumidores como os seus direitos podiam ser desrespeitados sem o menor sinal de arrependimento. Errar não é crime, mas se omitir é. O caso recente vivido pela JetBlue nos EUA mostrou como uma cia pode agir diante de situações críticas, inclusive como um presidente de cia aérea deve se comportar em situações como essa.

O serviço de bordo da TAM tem sofrido:

Será um pacote de biscoito tipo waffer?


Não! É o café da manhã servido no corujão da TAM que liga Confins, BH à João Pessoa na Paraíba, que apesar de corujão é um vôo de code share com a Air France.


Qualquer semelhança com a Gol é cópia mesmo! A TAM necessita definir o que ela é ou o que quer ser. Não há nada de errado ou de inovador em querer ser uma cia com modelo misto, várias cias americanas, européias e mais recentemente a chilena LAN optaram por esse modelo. Mas é importante que o consumidor e os funcionários da TAM saibam isso de antemão. Não adianta fazer propaganda de política de tapete vermelho e na prática não executá-la .

Quem sabe se agora com a Varig nas mãos da gol a TAM não tenha que apressar sua definição, se é isso que ela está esperando.

A Gol pode atuar como uma low cost típica e ter a Varig com um serviço prêmio, mas sem os luxos do passado como já anunciou o presidente da Gol, prestando um serviço de bordo e de solo diferenciado. A união Gol/Varig pode acabar agradando a todos os tipos de consumidores.

E a TAM vai correr para qual lado? Ai que saudades do comandante Rolim......

Cia Low Cost ou de baixo custo? Low Fare? Modelo Hibrido? Leia aqui o que esses termos significam.

6 comentários:

Anônimo disse...

Rodrigo

E os assentos da TAM, estão incomodos e apertados e piores até mesmo do que os da GOl, mais do que uma ponte aérea já é um suplicio...

Rodrigo Purisch disse...

Voei em um Airbus novinho com assentos duros e com a nova padronagem e um mais velho com assentos amaciados....Nunca pensei que iria preferir um Airbus mais velho. esqueci de comentar o fato.

Tadeu Zanoni disse...

Voei dia 20 pela Gol. O vôo seria da Varig, mas cancelaram e me enfiaram num da Gol. Última fila, apertadíssima. Avião lotado. Serviço de bordo - cream cracker e a infame barrinha de cereais. Comprei a passagem pela Varig, ainda antes da compra pela Gol, justamente por causa do serviço de bordo, que deveria ser melhorzinho.
Na volta eu vim de Varig, com um sanduíche saboroso e uma papa não identificada. Avião lotado também.

Anônimo disse...

Por falar em serviço de bordo, voei para CWB pela Ocean Air e digo que a aeronave MK-28 que pertenciam a America Airlines está de parabéns o espaço entre uma poltrona e outro é grande e o serviço de bordo é um pão de batata quentinho com recheio de catupiry e as bebidas o básico como o das outras, agora a Gol eu nem tenho tanto a reclamar das barrinhas de cereais pois acho adorável a goiabinha...rs mas aquele amendoim...ninguém merece acho q deixa a deseja pelo preço q se paga...os novos 737-700 e 800 são lindos sim.

Anônimo disse...

avião não é restaurante!!! avião não é farmácia! avião não é berçário! avião não é cafeteria com capuccino, chocolate quente e mais um monte de coisas que vcs pedem...avião é um meio de transporte! brasileiros tem que entender isto...aliás somos os únicos que não cobram pelo serviço de bordo... quero ver quando começarmos a cobrar...ninguém vai ficar...me dê mais 3 cocas, quero mais sanduíche...fome e sede vão sumir!

aprendam isto...

Rodrigo Purisch disse...

Por isso é que desejamos concorrência, já que você vai poder escolher voar por uma cia de baixo custo pagando pelo seu lanche ou optar por uma cia tradicional que ofereça o serviço completo. Você vai decidir o que quer comprar e em que tipo de cia você quer voar. O que não se pode é ter um mercado onde todas cobram o mesmo e não há a possibilidade de escolha por reserva de mercado. Nos mercado onde avião não é restaurante, as passagens tem preços infinitamente menores que os praticados aqui e há competição por qualidade e por atendimento ao consumidor.

Ainda bem que você e várias outras pessoas pensam diferente, assim nós abrimos o mercado para várias propostas de serviço. O que é bom para um não é necessáriamente para o outro. Tolerância e respeito a opinião do outro são as bases da convivência em sociedade.

sexta-feira, abril 20, 2007

TAM: Crise de Identidade

Muito se critica a Gol por seu serviço de bordo espartano. Vale lembrar que muitas low cost, modelo de sucesso adotado pela Gol, não possuem serviço gratuito algum. O certo é que a Gol não é uma típica low fare, mas sempre deixou claro que era uma low cost.

Ah, a concorrência! Sua maior concorrente, a TAM, tem vivido um período de crise de identidade. A cia do tapete vermelho, criada pelo saudoso comandante Rolim que tinha um modelo de cia em mente, vê-se pressionada pelos resultados operacionais e financeiros da Gol.

A opção foi a de tentar adaptar as principais diretrizes adotadas na Gol. Mas como é difícil adaptar algo a uma cia que nasceu diferente e com outra vocação!

O Aumento do número de horas diárias voadas por cada aeronave (vários vôos em seqüência em um mesmo dia) e a política de ocupação rápida dos espaços deixados pela Varig culminaram com o caos de
dezembro último , onde aeronaves que já deveriam ter realizados pequenas manutenções programadas foram impedidas de voar pela ANAC. Com isso uma cascata de atrasos ocupou o Brasil e as manchetes, além de demonstrar aos consumidores como os seus direitos podiam ser desrespeitados sem o menor sinal de arrependimento. Errar não é crime, mas se omitir é. O caso recente vivido pela JetBlue nos EUA mostrou como uma cia pode agir diante de situações críticas, inclusive como um presidente de cia aérea deve se comportar em situações como essa.

O serviço de bordo da TAM tem sofrido:

Será um pacote de biscoito tipo waffer?


Não! É o café da manhã servido no corujão da TAM que liga Confins, BH à João Pessoa na Paraíba, que apesar de corujão é um vôo de code share com a Air France.


Qualquer semelhança com a Gol é cópia mesmo! A TAM necessita definir o que ela é ou o que quer ser. Não há nada de errado ou de inovador em querer ser uma cia com modelo misto, várias cias americanas, européias e mais recentemente a chilena LAN optaram por esse modelo. Mas é importante que o consumidor e os funcionários da TAM saibam isso de antemão. Não adianta fazer propaganda de política de tapete vermelho e na prática não executá-la .

Quem sabe se agora com a Varig nas mãos da gol a TAM não tenha que apressar sua definição, se é isso que ela está esperando.

A Gol pode atuar como uma low cost típica e ter a Varig com um serviço prêmio, mas sem os luxos do passado como já anunciou o presidente da Gol, prestando um serviço de bordo e de solo diferenciado. A união Gol/Varig pode acabar agradando a todos os tipos de consumidores.

E a TAM vai correr para qual lado? Ai que saudades do comandante Rolim......

Cia Low Cost ou de baixo custo? Low Fare? Modelo Hibrido? Leia aqui o que esses termos significam.

6 comentários:

Anônimo disse...

Rodrigo

E os assentos da TAM, estão incomodos e apertados e piores até mesmo do que os da GOl, mais do que uma ponte aérea já é um suplicio...

Rodrigo Purisch disse...

Voei em um Airbus novinho com assentos duros e com a nova padronagem e um mais velho com assentos amaciados....Nunca pensei que iria preferir um Airbus mais velho. esqueci de comentar o fato.

Tadeu Zanoni disse...

Voei dia 20 pela Gol. O vôo seria da Varig, mas cancelaram e me enfiaram num da Gol. Última fila, apertadíssima. Avião lotado. Serviço de bordo - cream cracker e a infame barrinha de cereais. Comprei a passagem pela Varig, ainda antes da compra pela Gol, justamente por causa do serviço de bordo, que deveria ser melhorzinho.
Na volta eu vim de Varig, com um sanduíche saboroso e uma papa não identificada. Avião lotado também.

Anônimo disse...

Por falar em serviço de bordo, voei para CWB pela Ocean Air e digo que a aeronave MK-28 que pertenciam a America Airlines está de parabéns o espaço entre uma poltrona e outro é grande e o serviço de bordo é um pão de batata quentinho com recheio de catupiry e as bebidas o básico como o das outras, agora a Gol eu nem tenho tanto a reclamar das barrinhas de cereais pois acho adorável a goiabinha...rs mas aquele amendoim...ninguém merece acho q deixa a deseja pelo preço q se paga...os novos 737-700 e 800 são lindos sim.

Anônimo disse...

avião não é restaurante!!! avião não é farmácia! avião não é berçário! avião não é cafeteria com capuccino, chocolate quente e mais um monte de coisas que vcs pedem...avião é um meio de transporte! brasileiros tem que entender isto...aliás somos os únicos que não cobram pelo serviço de bordo... quero ver quando começarmos a cobrar...ninguém vai ficar...me dê mais 3 cocas, quero mais sanduíche...fome e sede vão sumir!

aprendam isto...

Rodrigo Purisch disse...

Por isso é que desejamos concorrência, já que você vai poder escolher voar por uma cia de baixo custo pagando pelo seu lanche ou optar por uma cia tradicional que ofereça o serviço completo. Você vai decidir o que quer comprar e em que tipo de cia você quer voar. O que não se pode é ter um mercado onde todas cobram o mesmo e não há a possibilidade de escolha por reserva de mercado. Nos mercado onde avião não é restaurante, as passagens tem preços infinitamente menores que os praticados aqui e há competição por qualidade e por atendimento ao consumidor.

Ainda bem que você e várias outras pessoas pensam diferente, assim nós abrimos o mercado para várias propostas de serviço. O que é bom para um não é necessáriamente para o outro. Tolerância e respeito a opinião do outro são as bases da convivência em sociedade.

sexta-feira, abril 20, 2007

TAM: Crise de Identidade

Muito se critica a Gol por seu serviço de bordo espartano. Vale lembrar que muitas low cost, modelo de sucesso adotado pela Gol, não possuem serviço gratuito algum. O certo é que a Gol não é uma típica low fare, mas sempre deixou claro que era uma low cost.

Ah, a concorrência! Sua maior concorrente, a TAM, tem vivido um período de crise de identidade. A cia do tapete vermelho, criada pelo saudoso comandante Rolim que tinha um modelo de cia em mente, vê-se pressionada pelos resultados operacionais e financeiros da Gol.

A opção foi a de tentar adaptar as principais diretrizes adotadas na Gol. Mas como é difícil adaptar algo a uma cia que nasceu diferente e com outra vocação!

O Aumento do número de horas diárias voadas por cada aeronave (vários vôos em seqüência em um mesmo dia) e a política de ocupação rápida dos espaços deixados pela Varig culminaram com o caos de
dezembro último , onde aeronaves que já deveriam ter realizados pequenas manutenções programadas foram impedidas de voar pela ANAC. Com isso uma cascata de atrasos ocupou o Brasil e as manchetes, além de demonstrar aos consumidores como os seus direitos podiam ser desrespeitados sem o menor sinal de arrependimento. Errar não é crime, mas se omitir é. O caso recente vivido pela JetBlue nos EUA mostrou como uma cia pode agir diante de situações críticas, inclusive como um presidente de cia aérea deve se comportar em situações como essa.

O serviço de bordo da TAM tem sofrido:

Será um pacote de biscoito tipo waffer?


Não! É o café da manhã servido no corujão da TAM que liga Confins, BH à João Pessoa na Paraíba, que apesar de corujão é um vôo de code share com a Air France.


Qualquer semelhança com a Gol é cópia mesmo! A TAM necessita definir o que ela é ou o que quer ser. Não há nada de errado ou de inovador em querer ser uma cia com modelo misto, várias cias americanas, européias e mais recentemente a chilena LAN optaram por esse modelo. Mas é importante que o consumidor e os funcionários da TAM saibam isso de antemão. Não adianta fazer propaganda de política de tapete vermelho e na prática não executá-la .

Quem sabe se agora com a Varig nas mãos da gol a TAM não tenha que apressar sua definição, se é isso que ela está esperando.

A Gol pode atuar como uma low cost típica e ter a Varig com um serviço prêmio, mas sem os luxos do passado como já anunciou o presidente da Gol, prestando um serviço de bordo e de solo diferenciado. A união Gol/Varig pode acabar agradando a todos os tipos de consumidores.

E a TAM vai correr para qual lado? Ai que saudades do comandante Rolim......

Cia Low Cost ou de baixo custo? Low Fare? Modelo Hibrido? Leia aqui o que esses termos significam.

6 comentários:

Anônimo disse...

Rodrigo

E os assentos da TAM, estão incomodos e apertados e piores até mesmo do que os da GOl, mais do que uma ponte aérea já é um suplicio...

Rodrigo Purisch disse...

Voei em um Airbus novinho com assentos duros e com a nova padronagem e um mais velho com assentos amaciados....Nunca pensei que iria preferir um Airbus mais velho. esqueci de comentar o fato.

Tadeu Zanoni disse...

Voei dia 20 pela Gol. O vôo seria da Varig, mas cancelaram e me enfiaram num da Gol. Última fila, apertadíssima. Avião lotado. Serviço de bordo - cream cracker e a infame barrinha de cereais. Comprei a passagem pela Varig, ainda antes da compra pela Gol, justamente por causa do serviço de bordo, que deveria ser melhorzinho.
Na volta eu vim de Varig, com um sanduíche saboroso e uma papa não identificada. Avião lotado também.

Anônimo disse...

Por falar em serviço de bordo, voei para CWB pela Ocean Air e digo que a aeronave MK-28 que pertenciam a America Airlines está de parabéns o espaço entre uma poltrona e outro é grande e o serviço de bordo é um pão de batata quentinho com recheio de catupiry e as bebidas o básico como o das outras, agora a Gol eu nem tenho tanto a reclamar das barrinhas de cereais pois acho adorável a goiabinha...rs mas aquele amendoim...ninguém merece acho q deixa a deseja pelo preço q se paga...os novos 737-700 e 800 são lindos sim.

Anônimo disse...

avião não é restaurante!!! avião não é farmácia! avião não é berçário! avião não é cafeteria com capuccino, chocolate quente e mais um monte de coisas que vcs pedem...avião é um meio de transporte! brasileiros tem que entender isto...aliás somos os únicos que não cobram pelo serviço de bordo... quero ver quando começarmos a cobrar...ninguém vai ficar...me dê mais 3 cocas, quero mais sanduíche...fome e sede vão sumir!

aprendam isto...

Rodrigo Purisch disse...

Por isso é que desejamos concorrência, já que você vai poder escolher voar por uma cia de baixo custo pagando pelo seu lanche ou optar por uma cia tradicional que ofereça o serviço completo. Você vai decidir o que quer comprar e em que tipo de cia você quer voar. O que não se pode é ter um mercado onde todas cobram o mesmo e não há a possibilidade de escolha por reserva de mercado. Nos mercado onde avião não é restaurante, as passagens tem preços infinitamente menores que os praticados aqui e há competição por qualidade e por atendimento ao consumidor.

Ainda bem que você e várias outras pessoas pensam diferente, assim nós abrimos o mercado para várias propostas de serviço. O que é bom para um não é necessáriamente para o outro. Tolerância e respeito a opinião do outro são as bases da convivência em sociedade.