terça-feira, agosto 05, 2008

Azul: Mais do Mesmo?

Um dos pontos que mais fazemos críticas desde o início do blog é essa relação espúria entre as cias aéreas, políticos e o governo e seus órgãos. Não temos regras claras e muitas decisões comerciais das cias aéreas dependem de influência política para se efetivarem. Depois podem se criar “dívidas” com esses apoiadores.

Uma reportagem da Folha de São Paulo questiona as relações entre alguns integrantes do governo e a nova cia aérea que deve entrar em operação no Brasil, a Azul.
O questionamento baseia-se no fato de que várias medidas que estão sendo estudas na ANAC, a pedido do Chefe Mor e Ministro da Defesa Nelson Jobim, facilitarem a vida da Azul. Estão estudando até flexibilização de vôos no Santos Dumont, Rio de Janeiro e na Pampulha, BH (de onde depois de muita resistência foram retirados os vôos não regionais) e criação/mudanças de regras na Ponte Rio/São Paulo.

Não tenho nada contra as regras em si, mas as regras devem ser modificadas a fim de facilitar a concorrência entre as cias de forma limpa, clara e respeitando oportunidades iguais para todos ou mesmo facilitando a vida de quem se dispuser a oferecer algo que o mercado inicialmente não tem interesse (e não oferece), mas que é de interesse da sociedade. Regras que só se encaixam no modelo de negócio de uma cia são no mínimo tendenciosas.

Precisamos de concorrência limpa sem influência política e pautada por uma política de longo prazo para o setor no Brasil, não num plano de governo ou planos pessoais.

6 comentários:

Dorothy disse...

Olá Rodrigo

A influência de maus políticos, sempre em detrimento da população acarreta o sofrimento de todos que necessitam de produtos e ou serviços de qualidade. Paga-se caro por produtos e serviços nem sempre à altura dos preços cobrados. ANAC na aviação, ANATEL nas comunicações e todas as demais agências reguladoras, criadas para defender o usuário consumidor na verdade defedem, com unhas e dentes os interesses do empresariado.

PêEsse disse...

Alguém sabe quais são as cinco cidades do Nordeste?

Oldemar Demetrius disse...

Excelente materia!!!

Dorothy disse...

Oi Rodrigo

Até hoje não sei porque o Presidente Lula optou por comprar um Airbus A319 e não algum similar fabricado aqui no Brasil pela Embraer. Voce poderia esclarecer o fato ?

Anônimo disse...

Eu acredito que quem encomendou o A319 não foi o Lula...

Rodrigo Purisch disse...

Dorothy,

Penso que as agências, depois do acontecido na ANAC, vivem monentos de indecisão. Eram para ser independentes. Foram independentes demais e escolheram que lado iriam defender.Agora sofrem pressão politica explícita.....


Quanto ao A319, a escolha deve ter sido por autonomia entre outras questões técnicas. Mas o governo via encomendar Embraer para substituir os sucatinhas... E nós vamos pagar por isso.

Se eles tivem que usar os aeroportos como nós talvez a coisa melhorasse.....

terça-feira, agosto 05, 2008

Azul: Mais do Mesmo?

Um dos pontos que mais fazemos críticas desde o início do blog é essa relação espúria entre as cias aéreas, políticos e o governo e seus órgãos. Não temos regras claras e muitas decisões comerciais das cias aéreas dependem de influência política para se efetivarem. Depois podem se criar “dívidas” com esses apoiadores.

Uma reportagem da Folha de São Paulo questiona as relações entre alguns integrantes do governo e a nova cia aérea que deve entrar em operação no Brasil, a Azul.
O questionamento baseia-se no fato de que várias medidas que estão sendo estudas na ANAC, a pedido do Chefe Mor e Ministro da Defesa Nelson Jobim, facilitarem a vida da Azul. Estão estudando até flexibilização de vôos no Santos Dumont, Rio de Janeiro e na Pampulha, BH (de onde depois de muita resistência foram retirados os vôos não regionais) e criação/mudanças de regras na Ponte Rio/São Paulo.

Não tenho nada contra as regras em si, mas as regras devem ser modificadas a fim de facilitar a concorrência entre as cias de forma limpa, clara e respeitando oportunidades iguais para todos ou mesmo facilitando a vida de quem se dispuser a oferecer algo que o mercado inicialmente não tem interesse (e não oferece), mas que é de interesse da sociedade. Regras que só se encaixam no modelo de negócio de uma cia são no mínimo tendenciosas.

Precisamos de concorrência limpa sem influência política e pautada por uma política de longo prazo para o setor no Brasil, não num plano de governo ou planos pessoais.

6 comentários:

Dorothy disse...

Olá Rodrigo

A influência de maus políticos, sempre em detrimento da população acarreta o sofrimento de todos que necessitam de produtos e ou serviços de qualidade. Paga-se caro por produtos e serviços nem sempre à altura dos preços cobrados. ANAC na aviação, ANATEL nas comunicações e todas as demais agências reguladoras, criadas para defender o usuário consumidor na verdade defedem, com unhas e dentes os interesses do empresariado.

PêEsse disse...

Alguém sabe quais são as cinco cidades do Nordeste?

Oldemar Demetrius disse...

Excelente materia!!!

Dorothy disse...

Oi Rodrigo

Até hoje não sei porque o Presidente Lula optou por comprar um Airbus A319 e não algum similar fabricado aqui no Brasil pela Embraer. Voce poderia esclarecer o fato ?

Anônimo disse...

Eu acredito que quem encomendou o A319 não foi o Lula...

Rodrigo Purisch disse...

Dorothy,

Penso que as agências, depois do acontecido na ANAC, vivem monentos de indecisão. Eram para ser independentes. Foram independentes demais e escolheram que lado iriam defender.Agora sofrem pressão politica explícita.....


Quanto ao A319, a escolha deve ter sido por autonomia entre outras questões técnicas. Mas o governo via encomendar Embraer para substituir os sucatinhas... E nós vamos pagar por isso.

Se eles tivem que usar os aeroportos como nós talvez a coisa melhorasse.....

terça-feira, agosto 05, 2008

Azul: Mais do Mesmo?

Um dos pontos que mais fazemos críticas desde o início do blog é essa relação espúria entre as cias aéreas, políticos e o governo e seus órgãos. Não temos regras claras e muitas decisões comerciais das cias aéreas dependem de influência política para se efetivarem. Depois podem se criar “dívidas” com esses apoiadores.

Uma reportagem da Folha de São Paulo questiona as relações entre alguns integrantes do governo e a nova cia aérea que deve entrar em operação no Brasil, a Azul.
O questionamento baseia-se no fato de que várias medidas que estão sendo estudas na ANAC, a pedido do Chefe Mor e Ministro da Defesa Nelson Jobim, facilitarem a vida da Azul. Estão estudando até flexibilização de vôos no Santos Dumont, Rio de Janeiro e na Pampulha, BH (de onde depois de muita resistência foram retirados os vôos não regionais) e criação/mudanças de regras na Ponte Rio/São Paulo.

Não tenho nada contra as regras em si, mas as regras devem ser modificadas a fim de facilitar a concorrência entre as cias de forma limpa, clara e respeitando oportunidades iguais para todos ou mesmo facilitando a vida de quem se dispuser a oferecer algo que o mercado inicialmente não tem interesse (e não oferece), mas que é de interesse da sociedade. Regras que só se encaixam no modelo de negócio de uma cia são no mínimo tendenciosas.

Precisamos de concorrência limpa sem influência política e pautada por uma política de longo prazo para o setor no Brasil, não num plano de governo ou planos pessoais.

6 comentários:

Dorothy disse...

Olá Rodrigo

A influência de maus políticos, sempre em detrimento da população acarreta o sofrimento de todos que necessitam de produtos e ou serviços de qualidade. Paga-se caro por produtos e serviços nem sempre à altura dos preços cobrados. ANAC na aviação, ANATEL nas comunicações e todas as demais agências reguladoras, criadas para defender o usuário consumidor na verdade defedem, com unhas e dentes os interesses do empresariado.

PêEsse disse...

Alguém sabe quais são as cinco cidades do Nordeste?

Oldemar Demetrius disse...

Excelente materia!!!

Dorothy disse...

Oi Rodrigo

Até hoje não sei porque o Presidente Lula optou por comprar um Airbus A319 e não algum similar fabricado aqui no Brasil pela Embraer. Voce poderia esclarecer o fato ?

Anônimo disse...

Eu acredito que quem encomendou o A319 não foi o Lula...

Rodrigo Purisch disse...

Dorothy,

Penso que as agências, depois do acontecido na ANAC, vivem monentos de indecisão. Eram para ser independentes. Foram independentes demais e escolheram que lado iriam defender.Agora sofrem pressão politica explícita.....


Quanto ao A319, a escolha deve ter sido por autonomia entre outras questões técnicas. Mas o governo via encomendar Embraer para substituir os sucatinhas... E nós vamos pagar por isso.

Se eles tivem que usar os aeroportos como nós talvez a coisa melhorasse.....