Um dos pontos que mais fazemos críticas desde o início do blog é essa relação espúria entre as
cias aéreas, políticos e o governo e seus órgãos. Não temos regras claras e muitas decisões comerciais das
cias aéreas dependem de influência política para se
efetivarem. Depois podem se criar “dívidas” com esses
apoiadores.
Uma reportagem da
Folha de São Paulo questiona as relações entre alguns integrantes do governo e a nova
cia aérea que deve entrar em operação no Brasil, a Azul.
O questionamento baseia-se no fato de que várias medidas que estão sendo estudas na
ANAC, a pedido do Chefe Mor e Ministro da Defesa Nelson
Jobim, facilitarem a vida da Azul. Estão estudando até flexibilização de
vôos no Santos Dumont, Rio de Janeiro e na
Pampulha,
BH (de onde depois de muita resistência foram retirados os
vôos não regionais) e criação/mudanças de regras na Ponte Rio/São Paulo.
Não tenho nada contra as regras em si, mas as regras devem ser modificadas a fim de facilitar a concorrência entre as
cias de forma limpa, clara e respeitando oportunidades iguais para todos ou mesmo facilitando a vida de quem se dispuser a oferecer algo que o mercado inicialmente não tem interesse (e não oferece), mas que é de interesse da sociedade. Regras que só se encaixam no modelo de negócio de uma
cia são no mínimo
tendenciosas.
Precisamos de concorrência limpa sem influência política e pautada por uma política de longo prazo para o
setor no Brasil, não num plano de governo ou planos pessoais.