Mais uma vez o Aquela Passagem na pessoa do seu editor, revisor e repórter foi convidado para fazer uma nota sobre o impacto das alterações das bandas tarifárias em vôos dentro da América do Sul. Fui convidado pelo Fábio Peixoto e acabei trabalhando de novo com a Ludmila Vilar, o que é sempre um prazer. Com um texto escrito a quatro mãos, minhas e da Ludmila, falamos um pouco do reduzido impacto dessa mudança da legislação nas passagens aéreas.O texto pode ser lido aqui no portal Viaje aqui da Abril que abriga o site da Viagem e Turismo (V&T).
Tive contato de novo com o mundo das assessorias de imprensa das cias aéreas. Apesar de ser bem recebido, poucas foram as respostas que consegui, já que o tema parece não agradar muito as cias aéreas. Mesmo travestido de repórter da V&T , as respostas não vêm fácil. Imaginem vocês quando eu entro em contato com as cias como blogueiro....
Fora o que já foi descrito no texto, vou postar minhas impressões de 3 semanas de cotações nos sites das cias e no GDS Sabre:
Apenas a Pluna que tenta se reerguer, inclusive com novas aeronaves Bombardier (concorrentes dos nossos Embraer) optou por se portar de forma mais agressiva no mercado reduzindo ao mínimo permitido, 190 USD, suas tarifas para Montevidéu e para 210USD para Buenos Aires saindo de São Paulo. Só não podemos sair comemorando porque a Pluna ainda opera poucos vôos e centrados em São Paulo. Mas segundo o César Alruiz da Pluna, podem vir novidades no futuro com inclusão de novos destinos no Brasil. Vamos torcer pela Pluna e pela concorrência.
A British foi a mais serena nas suas ponderações. Ela sabe que tem um bom produto na rota (que na verdade é uma perna do vôo Londres/Buenos Aires com escala em São Paulo) e que a alta demanda dos vôos para Buenos Aires em todas as cias aéreas seria um grande impedimento para uma redução das tarifas. Baixar por que? Mas relataram que vão acompanhar o mercado.
Nas minhas cotações, que foram além dos destinos Buenos Aires, Lima, Montevidéu e Santiago, fiquei impressionado com as respostas imediatas da TACA, LAN, Avianca e Copa aos movimentos das concorrentes, mesmo que isso não representasse vender suas passagens por preços próximos dos valores mínimos permitidos. A TACA, a mais agressiva, reduzia suas tarifas e as concorrentes iam logo equiparando seus preços. A LAN correu atrás da TACA na rota para Lima todo o tempo da pesquisa. As nossas cias brasucas não fizeram muito esforço para acompanhar as cias estrangeiras. Timidamente a Varig reduziu algumas tarifas durante a pesquisa e mais nada.
Confirmamos o que já dissemos aqui mais de uma vez, os sites próprios das cias aéreas têm os melhores preços ou têm os mesmos do GDS Sabre. Tarifas especiais somente para a Internet são encontradas no site da TACA, Avianca e Copa. Na LAN tem-se um desconto de 3% nas compras no site.
O fim das bandas não terá impacto se não houver concorrência nas rotas e descentralização dos vôos. Se dependesse das nossas cias aéreas, as bandas ficariam em vigor por muito mais tempo.
Atualização: Esqueci de citar que não fui só eu que fiz parte da revista, mas também o amigo deste blog Márcio Nel Cimatti do blog A Janela Laranja que participou da seção Pergunte a Cris com dicas de Amsterdã. Olha que ele já participou recentemente da revista Viaje Mais com uma matéria sobre a mesma Amsterdã. Parabéns Marcio!











