Já fizemos um
alerta sobre a situação financeira da principal cia aérea Argentina que hoje é controlada pelo grupo espanhol Marsans.
Visualizando a possibilidade de que o grupo Marsans tome atitudes de mercado com relação a Aerolineas e não atitudes que tenham no orgulho nacional suas bases, o
Governo Argentino está iniciando um processo de retomada do controle acionário para mãos argentinas.
O governo pretende aumentar sua participação atual de 5% para 20%, a Marsans ficaria com 35 % (hoje tem 95%) e o restante seria vendido para os funcionários, grupos locais e governos provinciais.
O grupo Marsans deve estar satisfeitíssimo com esta opção. Isso deve ainda garantir uma sobrevivência de médio prazo para a cia Argentina. A dúvida fica se os contribuintes argentinos, que no final vão pagar a conta, irão sair ganhando com tudo isso. A história da Alitalia, Olympic, cias estatais, e da Varig, que foi por muito tempo gerenciada como se fosse uma, não abonam o controle estatal nas cias comerciais. Vale lembrar que a Argentina tem ainda a LADE, linhas aéreas da Força Aérea Argentina, que voa aeronaves bem surradas fazendo pinga-pinga dentro das regiões argentinas menos cobertas por transporte aéreo.